Era uma festa ir pra lá, pois tinha, simplesmente, o melhor setor de brinquedos desta cidade. Colocava no chinelo a Bemol (que, em brinquedos, era uma negação, ao menos na época), e rivalizava com uma grande loja de brinquedo do início dos 80´s, a Irapuã (que ficava na Ramos Ferreira, quase antes de chegar à Getúlio Vargas).
Na Lobras que eu comprei um Falcom, um Tórak e um Peg-Leg.

Comprei esta foto em sebo, em 2001 – Pode-se ver o edifício claramente à esquerda. Na foto podemos notar que:Deve ter sido tirada em um domingo, a rua está muito calma;Carros, três, os símbolos daquela época: Fusca, Brasília e Corcel;A Eduardo Ribeiro tinha mão dupla;Essa árvore da direita está lá até hoje (heroína!);

 

O piso interno era beje, a escada bem apertada (pelo que lembro não havia elevador na loja, escada rolante, então, nem pensar!).
Era bem iluminada. Os corredores eram apertados entre as prateleiras, mas bem no meio havia um corredor transversal bem largo. A impressão que eu tinha era que aquelas estantes de brinquedos iam até o teto de tão altas, hoje me pergunto apenas se não era a impressão de uma criança de menos de um metro de altura, na época.


A Lobras era formada por três empreendimentos: no prédio da Eduardo Ribeiro funcionava a loja e vários andares de salas comerciais. E na Guilherme Moreira (?) funcionava outra loja (que chamávamos “Lobras número 2”), e que tinha um grande acervo de material de papelaria no térreo.

As sacolas plásticas eram brancas, com o símbolo verde, ao menos era assim entre 1979 e até meio dos 80´s, lembro bem.
O slogan era “Ninguém vende por menos”. Detalhe: Tanto era grafada com o avento agudo no “a”, como sem, podíamos ver propagandas escrito “Lobrás”.


O “Edifício Lobras” – e está lá até hoje – começou a ser construído lá pelos anos 66/67 – é um chute, mas um chute técnico, pois minha mãe começou a advogar por 1971 e o prédio estava ainda recém-construído, quando ela intentou adquirir uma sala lá, logo desistindo da ideia para ingressar na Assembleia Legislativa como servidora pública.

A chegada da Mesbla no meio dos anos 80 e, logo depois, das Lojas Americanas mudou o público da Lobras; antes era uma loja de todas as classes, foi agora ficando mais restrita à classe C, tendo chegado a existir a expressão “maquiagem da Lobras” quando queria se dizer que uma mulher estava mal-arrumada.

Para o desaparecimento da Lobras, na primeira metade dos anos 90, foi rápido.

Essa é a “Lobras” hoje. Parece que regredimos: Excesso de fiação e a praga do centro manauense, a camelotagem desordenada.

Nota: Eu já havia fechado essa matéria quando fui na wikipedia procurar algo sobre, encontrei algo que explica o destino da loja: “As Lojas Brasileiras (Lobras) foram uma tradicional rede de lojas de departamentos e variedades. Encerrou as operações em 1999 uma série de prejuízos que vinham ocorrendo desde 1996. Possuia 63 lojas espalhadas por vinte estados do Brasil. As Lojas Marisa, a qual pertence à mesma família, ocupou as lojas próprias da rede Brasileiras.”


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