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O que é ser professor?

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É conseguir ser tão bom no “palco” da sala que consiga desviar a atenção do aluno: do celular para você;

É estar sempre atualizado sobre o que ensina, já que o aluno sempre pode ir na web e estar “mais atualizado” que você;

É saber que, em cursos preparatórios, terá que explicar o máximo em menor tempo, já que recebe por hora ou aula, e o contratante, óbvio, quer lhe ter pelo menor tempo possível, assim, temos que aprender a sermos bons de milagre;

É saber que, em muitas faculdades, terá que obedecer decisões “pedagógicas” de quem não ensina; mas comanda os que ensinam;

É saber que você tem duplo dever: com o contratante e com os alunos;

É saber que não importa o que haja e como esteja, precisa estar brilhando e gerando energia em um lugar chamado sala de aula;

É saber que seu contratante, salvo honrosas exceções, vai te tratar mal, e no Dia dos Professores vai hipocritamente te parabenizar por ter uma função tão importante…

É saber que, não importa o que tenha contratado, seu contratante vai mudar qualquer coisa no meio do contrato, mas vai precisar ficar “tudo bem”, pois sua plateia não tem algo a ver com isso;

É saber que às vezes seu pagamento não vai sair, vão te pagar quando achar que devem;

Me chamo Marco, sou professor.

Playarte Manauara… fechado.

Ainda há pouco fui no Playarte do Manauara Shopping checar o lançamento dessa semana. O encontrei fechado.
Um cartaz indicando “Questões Contratuais” era tudo o que havia, além de tudo já tapado.
Lamento, um shopping precisa de algo básico no mix: de cinema (fechou), loja de instrumentos (fechou), livraria (ainda bem, tem) e cafeterias (tem também, algumas) – me refiro ao Manauara.
Terá sido resultado da pandemia ou é o sinal dos tempos trazidos pelos serviços de streamings?
O fechamento deve ter sido muito rápido, posto que na página do Playarte consta ainda a programação normal e na página do próprio shopping está a venda ingresso para sessão especial do filme Coringa, que “vai passar” dia 21/12. Sabe-se lá se em novo cinema, no mesmo reaberto ou na rapidez ainda nem mudaram a página.
Em todo caso, é uma perda lamentável.
Votos de que tudo acabe bem, Playarte.

P.s.: Quem nasce em Manaus é “Manauense”! Está errada a lei e o nome do shopping. Dito.

10 anos de EvangeBlog!

Houve um momento, antes do Youtube explodir em popularidade, em que a forma de se estar presente na web era através de um blog, onde postávamos textos destinados a quem quisesse nos ler. Disso evoluiria para os fotoblogs e videologs. Mas, com o passar do tempo, blog se tornou genérico e qualquer que poste qualquer algo, de qualquer modo, passou a ser chamado, até pejorativamente de “blogueirinho(a)”.

Foi nessa época romântica/artística, ainda que iniciei esse blog. Conseguia mostrar pensamentos sem encher o saco enxurrando caixas de correio (na época) ou grupos de WhatsApp (modernamente). Assim, quem quisesse me ver, sabia onde me encontrar. Nesse blog postei o melhor e pior do que pensei nesses últimos 10 anos.

Não primeiros anos teve frequência de publicação quase diária, me levando bons momentos de cada dia somente para descobrir sobre “o que escreveria amanhã”, Alguns posts sendo planejados, outros saindo como repente. Ainda lembro, nos anos iniciais, ficar pesquisando na semana para, que no domingo, entregar algum post envolvendo história da cidade.
Desde que iniciei meu canal do YouTube, direcionai meu tempo a ele, não mais tendo o EvangeBlog a prioridade que outrora teve.

Daquele 2011 até agora, me aconteceram tantas coisas que acho que sequer sou mais aquele que iniciou a escrever aqui, tive mais aprendizado (a duras penas, na prática) que tive nos outros 37 anos de vida anterior.

As postagens daqui rarearam, mas não sumi, apenas fico direcionado ao “É isso!”, meu canal do YouTube mas sim, aqui continua firme e forte, é onde escrevo; nem que eu mesmo seja o único leitor, pois escrevo por necessidade de escrever, não necessariamente para ser lido (complicado isso, mas é real).

Parabéns para mim, e para o EvangeBlog.

Por que “golpe” tem conotação ruim?

A tudo aquilo que rompe uma ordem estabelecida chamamos “golpe”.

Dom Pedro ficar no Brasil? Golpe (pela lei teria que obedecer ao Rei e voltar a Portugal).

Independência? Golpe. Maioridade de Pedro II? Golpe.

República? Golpe. Fim da “política café com leite”? Golpe.

A posse de Sarney, penso, foi um golpe, pois se Tancredo Neves não chegou a tomar posse, não houve titular empossado e, se não tinha um titular, não podia ter um vice. Enfim…

Alguém, em algum lugar, apontou a palavra “golpe” como negativo, e todos acreditaram nisso, e ainda propagaram.

“Golpe”, por si só, não é bom ou ruim, depende do que busca, do que consegue, no que resulta.

Então há duas questões a serem observadas quando se afirma que a queda da ex-presidente, digo, presidenta, Dilma: se foi o não golpe e, se foi, se foi benéfico ou maléfico.

Ao menos para mim, discutir se foi ou não golpe não satisfaz quanto a ter sido certo ou errado, se precisa dar um “zoom-out” na história (está cedo?) para sabermos se, independente de ter sido ou não golpe, se foi positivo ou negativo; prevejo uns dez anos para responder se houve golpe ou não; e caso se conclua que foi golpe, mais uns dez anos para que a história diga se foi positivo ou negativo.

É possível saber que algo existe, e não acreditar nesse algo

Eu consigo separar bem o que se acredita (lado direito do cérebro) do que se sabe ser verdadeiro (lado esquerdo).

Premissa 1:
Certa vez escutei algo bem inteligente: alguém disse “tenho quatro tipos de música: as que são boas e eu gosto, mas que são ruins e eu não gosto; as que eu gosto mas sei que são ruins, e as que eu sei serem boas, mas eu eu não gosto”.
Faz muito sentido: você pode não gostar de Jazz, mas sabe que é tecnicamente uma boa música. Um primo meu me disse certa vez: “The Who é uma grande banda, mas eu não consigo gostar dela”.

Premissa 2:
Li isso no livro “Brida” de Paulo Coelho, eram palavras de Lorenz: “-Brida, se eu atirar um átomo à velocidade da luz em uma placa com dois furos, ele se dividirá em dois, passará pelos dois furos e vai se juntar de novo logo depois de passar. Você acredita nisso?”; “-Não!” respondeu Brida, no que Lorenz disse “-Eu também não acredito, mas é verdade!“.

Então, também vejo dessa forma: É absolutamente possível se acreditar em algo que se sabe que não existe, assim como é possível saber que algo existe e não acreditar. Cada lado do cérebro com sua função, bonitamente separadas.
Sabe o ditado “Eu não creio em bruxas, mas que existem.. existem.”, pois é, e por aí.

Assim:

Eu sou cético não tenho crença religiosa alguma.
Mas daí a eu afirmar que não existe entes ditos pelas religiões… é algo bem diferente!
Apenas não me importo se existem ou não.

Baixista – A alma da banda

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Sempre achei o baixo o centro da banda, principalmente se for um power-trio, pois esse instrumento tem uma dupla função: fazer o som que preenche as frequências mais baixas e também fazer toda base harmônica.
Infelizmente, só os músicos dão o verdadeiro valor a esse instrumento.
Fui baixista de 1993 a 1996 (toquei no meu Ibanez, Rickenbacker e Steinberger, na Alta Ralé, Zero Bala e New Wave Band), e meus pais certa vez me disseram “isso tem som de nada”. Não os culpo, pois a média das pessoas simplesmente não sabem escutar o som do baixo.
Às vezes dentro da própria banda o baixista é mal compreendido, com outros instrumentistas achando que ele deve tocar somente com o bumbo da bateria, dando o som tônico à batida do bumbo; besteira.
Diferente do que se possa pensar, sempre achei mais difícil tocar baixo do que guitarra. Basta ouvir algumas músicas onde o baixo toca outra melodia dentro da própria música, como nas faixas do Raul Seixas e outros tantos outros artistas.

Baixista possui até dia próprio: 23 de junho.

Louvo aos baixistas que souberam sair da mera zona das baixas frequências e souberam fazer seus baixos subirem ao front-sound:
Geddy Lee (Rush), John Entwistle (The Who), Steve Harris (Iron Maiden) e Martin Turner (Wishbone Ash).

Achado é roubado?

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Nosso Código Civil chama de “Descoberta” o achado de algo que talvez tenha dono. Quem encontrou deve procurar o dono e entregar-lhe o objeto (Art.1233), e recebe um valor de no mínimo 5% do valor da coisa perdida, acrescido de indenização do valor de conservação e transporte da coisa (Art.1234). O valor até pode ser maior a depender do esforço, situação dos envolvidos e possibilidade do dono ter encontrado a coisa.

O dono pode recusar a coisa, caso em que pertencerá a quem encontrou.

Se o dono não for encontrado, a coisa é entregue à autoridade competente (Art.1233, Par.Ún.), que deve empreender busca para encontrar o dono por 60 dias (Art.1236). Se o dono surgir, recupera sua coisa, indenizando os valores e mais a recompensa. Se não surgir o dono e a coisa for de pequeno valor, é desde logo entregue a quem a encontrou (Art. 1237, Par.Ún.).

Mas se a coisa for de grande valor, será vendida em hasta pública e o dinheiro obtido, depois de descontada a indenização e recompensa, é entregue ao município (Art.1237)

É possível que, mesmo que não se siga esse procedimento, alguém se torne dono de coisa perdida, basta que fique com ela de forma mansa e pacífica por pelo menos 5 anos, que aí ocorrerá o usucapião extraordinário de móveis, legitimando a propriedade com quem a encontrou (Art.1261).

Ida rápida ao shopping pós segundo lockdown.

Ontem precisei ir muito rápido ao Manauara Shopping para comprar algo em uma loja que só lá existia com acesso mais próximo. Depois do segundo lockdown sofrido aqui em Manaus, seria minha primeira ida ao shopping, e não para espairecer e escrever em cafeteria, mas objetivamente para fazer uma compra, daria até para fazer tudo nos 15 minutos bonificados do estacionamento.
O estacionamento estava lotado, bem como o shopping, algo realmente como uma um enxame.
Quente, muito quente, a impressão que me passou é que, para economizar energia, desligaram o ar condicionado (ou então era o ´efeito bafo´ da multidão mesmo). Estava muito parecido ao centro da cidade em um sábado de manhã em épocas normais. Impossível andar em linha reta sem esbarrar em alguém.
Estava claro o desespero das pessoas em estarem associadas de novo, talvez viciadas em shopping como eu mas ainda em síndrome de abstinência.
Muitas lojas fechadas, não havia quadrante onde não se avistasse ao menos três lojas com papéis de vedação nos vidros e, ao contrário de épocas normais, nem houve a preocupação de mandar o caô da plaquinha “Fechado para Balanço”, só fechado e pronto, nesse aspecto, ficou bem parecido com o Shopping Ponta Negra, com várias posições sem lojas.
Nas lojas abertas, filas na frente, posto que havia limitação legal à quantidade de clientes a serem entendidos.
Diferente da primeira reabertura, o medo (e não alívio) estava estampado no rosto das pessoas, como já passamos de dez mil mortes por Covid aqui em Manaus, é claro que, pela lei da probabilidade, todos ali perderam alguém próximo de alguma forma, isso se mostrou nos semblantes, mesmo lotado, todos se afastando de todos, encostar ou esbarrar nem pensar, parecia que todos tinham um transponder de 10 centímetros no corpo, e a atenção quanto a isso somado ao medo, fez com que o ar ficasse com uma densidade pesada, se podia sentir a tensão, nada parecido com o sentimento de paz e estabilidade trazido pelo shopping em das normais.
E quando fui sair, faltava só três minutos para completar os 15 minutos… teria que pagar o estacionamento. Na maquininha de pagamento um novo reflexo do medo: cada um estava a quase dois metros do outro na fila. O medo ensina…