Hoje um brasileiro foi executado na Indonésia, por tráfico de drogas.

Minhas impressões:

Ninguém conseguiu ficar tranquilo quanto a isso. Nenhum brasileiro ficou indiferente. Alguns foram contra, outros a favor – ainda que silenciosamente. Mas, em cima do muro, ninguém.

Sinto um sentimento geral de orgulho ferido – afinal, não fomos “nós”, o Brasil, que executou legalmente “um de nós”, mas um país estrangeiro que executou um dos nossos. Embora eu não veja isso escrito, sinto essa indignação velada em entrelinhas.

Sou a favor da pena de morte. para crimes VIOLENTOS. Basta ler meus livros Nivi ou Traulet pra saber como meus personagens tratam friamente a questão. Mas ninguém – ninguém – me convence que haja relação exclusiva e direta entre tráfico e violência. PODE violência no jogo do bicho, em qualquer máfia, em corrupção governamental, empresarial, etc. Quanto à questão do crime de tráfico, penalizá-lo com morte é fugir de qualquer proporção de dosimetria de pena.

Assistimos em filmes e documentários que quase metade dos Estados Norte Americanos possuem pena de morte… para crimes violentos! – Acho que é esse o caminho. Como dizia Afanázio Jazadi “Não é pra punir, é pra impedir que volte a cometer mais violência”;

Nossa legislação pode até ter um monte de leseira – e tem – mas ao menos não é desproporcional quando pune tráfico internacional: pena máxima de quinze anos de prisão.

Aliás, nossa Presidente está sem moral diplomática – não conseguiu sequer adiamento da execução.

Então, não vou me omitir, até por já ter algumas centenas de blogleitores fieis: eu não concordei com essa execução.

icnfzlm

(Fonte da imagem: Site da “Folha de São Paulo”, AQUI )

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