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“Dia dos Pais” ruim, o desse ano

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Esse Dia dos Pais está bem diferente, para mim e para todos.
Para mim porque é o primeiro sem pai aqui, e tento não pensar muito nisso, apenas acho estranho, e apenas isso. Me protejo mantendo a mente ocupada nesse dia, gravando vídeo para o “É isso!”, posts para o blog aqui e montando os Planos de Aula para as faculdades, que iniciam amanhã.


Para todos porque o Brasil atingiu ontem a merca de cem mil mortos por COVID-19, e o clima está péssimo, mesmo as felicitações públicas de “Feliz Dia dos Pais” estão meio contidas, como que sabendo que esse ano há mais vazios que o normal. Pior que acho mesmo meio “sem noção” os desejos de “Feliz Dia dos Pais” em um momento tão mórbido.

Percebo uma solidariedade bem parecida com os alunos que passam na OAB sentem ao se aproximar dos colegas que não lograram êxito: meio que ficam sem jeito de comemorarem, sabendo da tristeza do outro.

Ao mesmo tempo que penso que, quem tenha pai, deva estar próximo dele; sei bem que pode ir a qualquer momento, eu sempre soube, daí a viver a partida é outra coisa, mas preciso avisar: seu pai vai partir, felicite-o logo.
O prefeito da minha cidade, Manaus, teve a “inteligente” decisão de proibir visitas aos cemitérios, para dirimir aglomerações, diz. Mas aglomerações em shoppings e transporte público, pode.
Esse ano já devia ter ido, já deu, não será bem lembrado, no mais das vezes.

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