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Toca Fitas de rolo

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Esse era o Akai dos mais simples, que tínhamos e encontrávamos em sons domésticos.

Quem já teve a oportunidade de ouvir pode confirmar: era a melhor qualidade de som que houve. Melhor até do que qualquer CD, melhor do que disco de vinil.
Colocávamos o carretel, puxávamos a fita que ficava travada em uma ranhura ao lado do carretel;
Passávamos a fita no capster, que era uma espécie de guia, e pelas cabeças, geralmente três. Uma somente para apagar a fita. Outra para gravar e ler e, a última, para gravar.

Esse era o Akai dos mais simples, que tínhamos e encontrávamos em sons domésticos.

As fitas de rolo em um aparelho top geravam um som inacreditável.
Os graves eram absolutos, profundos e envolventes, e os agudos tinham uma espécie de auto-limitação que impedia que sibilassem e ficassem desagradáveis.
Não havia contador de tempo, mas apenas contador de giros; que eram zerados quando colocávamos a fita no aparelhou no início de algum ponto específico.
Demorava pra caramba para rebobinar! Quase um minuto inteiro!
Podíamos ainda girar a fita com as mãos, e fazê-la tocar . Assim podíamos encontrar algum ponto de edição.

O medidor de nível era ineficiente, pois eram mecânicos! Sim, não havia as luzinhas que depois apareceram nos toca-fitas: eram ponteiros mesmo! E sempre havia um micro-atraso entre o som e o movimento dos ponteiros, ao menos nos toca-fitas de rolo domésticos (os profissionais com certeza não tinham esse problema, eu acho).
Haviam carretéis pequenos, de 15 minutos, de 30, de 60 e até de 90 minutos, que, ao regularmos a velocidade, bem poderia durar até cinco, CINCO horas, embora com menor qualidade (mas ainda assim melhor do que qualquer MP3).
Meu irmão Marcus comprou um Akai de rolo lá pra nossa casa em 1988, mexi bastante nele. Até hoje, quando vou na casa dos meus pais, vou lá dar umas mexidas; o som das fitas continuam tão limpas como se fossem gravadas ontem.
Lembro que certa vez demos uma festa em 1990 e gravei vários discos em uma fica dessas, deixei tocando por horas.
Até fim dos 70’s, ou se ouvia música em disco ou nessas fitas; o K-7 (ou cassete) só chegaria ao mercado em 1977.

Isso é uma eletrola (é assim que chamávamos) comprada pelos meus pais em 1972. Note que, o “toca-fitas” dela era de rolo, o único disponível à época, o cassete só viria bem depois…

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Sério que o som das fitas continuam tão limpas como se fossem gravadas ontem???? E que o som delas é melhor que o do CD??? !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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