“Rocket Man”- A cinebiografia de Elton John. Assisti

Assisti nesse fim de semana ao “Rocket Man”, cinebiografia de Elton John. Sou fã de Elton “de superfície”, ou seja, conheço seus maiores sucessos, mas nunca imergi em suas obras, escutando seus discos.

Tomei conhecimento dele no início dos anos 80 quando a SomLivre lançou uma coletânea e ele estava estourando com a música “I’m still standing” – a imagem dele com terno branco e o piano de caldas na praia é icônica para os que viveram aquela época.

Segue minha impressão:

1 – O filme está 90% em ordem linear (10% com flash-backs), o que deixa a história bem contada; e tem umas viagens que além de servirem para acelerar a história, fazem o papel de visão  “De fora para dentro” do que ocorreu naquele ponto, além de suavizar algumas passagens (como quando mostra o momento “Vida Louca” do protagonista).

2 – Eles (Elton e o letrista Bernie Taupin) tentando convencer ao Diretor da Gravadora a lançá-los me lembra uma época em que as Gravadoras eram as únicas donas do mercado fonográfico. Se você caísse nas graças de alguma, ok (lembrei de mim convencendo ao Diretor da Amazon Records a gravar a Alta Ralé, em 1993). Hoje, para o bem e para o mal, qualquer músico pode se lançar através da Web (Noiantes que o diga!);

3 – Ver Elton indo do início ao topo do mundo, na primeira metade do filme, acaba transformando a película, também em filme motivacional. Então, até quem não goste Elton John (há alguém?) tem bons motivos para assistir ao filme.

4 – O filme vai até 1980. Logo, não sobre o problema que ele teve na garganta no fim daquela década (e que o impediu por dois anos de cantar, inclusive), nem menciona sua amizade com Lady Dy nem sua escanção à Cavaleiro, ganhando título de “Sir”.

5 – Não mostra o memorável show com John Lennon (nem a gravação que os dois fizeram, da “Whatever Gets You Thru the Night”). Assim como deixou de fora a participação no filme “Tommy” do “the Who” em 1976.

Alguém pode dizer “-Pô, Marco, mas foram muitos duetos, como com o Gerge Michael e o RuPaul, se fosse colocar todos, o filme duraria uma tarde!”- ok, mas com George e RuPaul foram nos anos 90, e o filme se foca nos anos 70 e 80, justamente quando a passagens com John Lennon e The Who (e Mark Bolan) lhes foram marcantes. Ah, quanto ao “The Who”, ao menos a gravação do “Pinball Wizard” estava lá…

Mas no total, gostei do filme estou escutando um a um os discos de Elton (já estou no terceiro) no Spotify, já digo que o primeiro (de 1969) é absolutamente maravilhoso (coloquei umas quatro músicas na playlist já), ao contrário do segundo e terceiro, que não são nem de longe tão bons quanto ao primeiro (mas foi o segundo que lhe levou ao estrelato com a grande “Your Song”).

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