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O que matou o Rock Clássico?

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Dois são os motivos que levaram o rock então “atual” a se tornarem “Rock Clássico”. Sim, não cheguei a ver, mas imagino como teria sido naqueles anos 70 quando o que hoje é “vintage” era nada mais do que o `som do momento`, tocando no rádio como ´o último lançamento da semana`.
O Rock Clássico (com iniciais maiúsculas mesmo) foi levado ao ostracismo (não! o “matou” foi só no título, eu quis dizer “sair das paradas de sucesso”), no primeiro momento, pelo Punk e a Disco.
O Punk veio como uma reação à super elaboração das músicas da época. Som cada vez mas longo e detalhado começou a dar no saco… Até que surgiu com três acordes, direto, sem rodeios e capaz de ser produzido com uma fração dos valores das músicas existentes até então. Esse Punk, nascido no fim da primeira metade dos anos 70, se popularizou na segunda metade, estourou mundialmente em 1977 e começava enterrar os dinossauros da época.

Bem, a nova juventude já tinha sua música. E os roqueiros antigos? Os que agora alçam os quase 40 anos de idade envelheciam e buscaram algo mais calmo que lhes fizesse pular menos e dançar mais: nascia a Disco, a dance music, também nascida no início dos anos 70, igualmente tomou o mundo de assalto a partir de 1977, chegando ao auge em 1978 e ditando regra até bem no iniciozinho dos 80 (quando a New-Wave entrava na onda, sem trocadilho).

Com o Punk para os mais novos e a Disco para os velhos, os roqueiros resistentes iriam para três vertentes: o Heavy Metal, o Pós-Punk e a New-Wave, respectivamente: o agressivo, o depressivo e o alegrinho.

Foi nessa época que a minha geração, a “Coca Cola”, começava a conhecer o mundo.

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