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Não nos lembramos igualmente de todos os alunos

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Certa vez, no colégio Ida Nelson, a Professora Nazaré, nossa orientadora, nos disse em sala que não lembra igualmente de todos os alunos, uns ela lembra outros não. E na formatura de minha segunda faculdade, um dos palestrantes disse que prefere não lembrar aluno algum, até para manter a sanidade e levitude da profissão.


De uma forma ou de outra, meio que concordo: se levar em conta as razões estritamente acadêmica (ou seja, excluindo qualquer questão pessoal), lembro mais dos extremos: os melhores e os piores. Não se chateie, é muita gente; só imaginar meu caso: 16 anos de magistério com 720 alunos por ano em média, nem vou calcular isso. Além do mais, algumas vezes queremos é nem ser notado mesmo; quanto menos o professor soubesse que eu existia, menos ele me perguntaria algo ou pedia para eu ler algum artigo da lei.
Os alunos que “tiram entre quatro e nove” não lembramos ou lembramos pouco. São nomes na lista de chamada (chamada?) e na lista de provas.
O primeiro que não esquecemos é o malandro, o que vive pendurado, pedindo nota, dando problema, reclamando na coordenação, pedindo abono de falta, vive fazendo prova de segunda (ou terceira, quarta) chamada, enfim, o fanfarrão.
O outro aluno que lembramos é o brilhante, estudioso, que tira notão, que sabe a matéria às vezes melhor que nós; um dos motivos pelo qual lembramos desses alunos é justamente por representarem motivo de estudarmos ainda mais, já que temos que estar, no mínimo, à altura deles, na matéria.
Portanto, se algum dia você encontrar uma professor escute que ele não se lembra de você, tenho UMA das duas notícias, ou boa, ou ruim.

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