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As revistinhas de cifras para violão

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Eram nossas companheiras, melhores amigas e por vezes inimigas dos anos 80 e 90: as revistinhas de cifras de violão. Como naquela época todo adolescente queria ser roqueiro, era bom se virar nas seis cordas, então corríamos para essas revistinhas.

1 – Não importa, parceiro, se você tocava violão nos anos 80 e 90, lá estava você com uma revistinha dessa tirando as músicas que você gostava ou que queria tocar para fazer bonito por aí, se começava por “Será” e daí se mandava pelas “Canções da América” (facilitada, claro!) da vida;

2 – Alguns meses, quando a banda da capa da revista não nos apetecia, abríamos para ver a lista de músicas, mas, no mais das vezes, comprávamos pela banda ou tema que estivesse na capa;

3 – Havia dois tipos, a melhor era a que tinha o Sistema Imprima de Cifragem, omde tinha a letra e, logo acima a cifra, com, ao final, as imagens dos acordes no braço do violão. Uma outra espécie de revista existia (cujas páginas, ao invés de serem de jornal, eram de papel branco mesmo) onde as cifras estavam incorporadas à própria letra, ou seja: na linha da letra havia a interrupção e a imagem do braço do violão com o acorde! Nunca me adaptei a isso, acho até que eles querendo ajudar, atrapalhavam;

4 – Vamos combinar que os caras daquela editora sabiam fazer dinheiro É que havia uns dez títulos, boa parte das músicas eram as mesmas, só mudavam as capas e a ordem. Isso me lembra a jogada que a Capitol fazia com os discos dos Beatles nos Estados Unidos. A Capitol pegava os discos originais da EMI e os lançava nos EUA com menos músicas, assim, dois títulos da EMI virava três títulos da Capitol, assim multiplicavam os produtos e lucros.

5 – Às vezes usávamos de malandragem e ao invés de tocarmos os acordes com as dissonâncias que lá constavam, descobríamos que podíamos fazê-los bem simplificados ( só o maior, menor e sétima) e, Shazam! Funcionava! rsrsrsrs…

6 – Podíamos descobrir nossa evolução no violão quando percebíamos uma música com muitos acordes ou com acordes muito cheio de dissonâncias e, com a maior resignação, e simplesmente virávamos a página (lembro de quando vi as cifras de “Sapato Velho”, na terceira linha da letra eu já virei!);

7 – A aquela loja, a tal da “Shop Music”? Era quase nossa segunda casa. Tipo… nunca fui lá, sei nem onde fica nem como é, mas era tanta propaganda dessa loja a cada cinco páginas da revista, que acabávamos fincando íntimos velhos amigos dessa loja (será que ainda existe?);

8 – Embora eu tenha dito no título que eram cifras de vuilão, óbvio que as cifras serviam para teclado também (dããã…) e eu, que me virava nas teclas, conseguia tirar as melodias usando os acordes da revista, era só descobrir a tônica do acordo e fazer o tema a partir dali;

9 – No final tinha dicas de como trocar o tom das músicas (a revista avisava que o tom que vinha impresso era “o do cantor”) e um outra trazia alguma dica que ia de afinação a conservação do violão…

10 – Aliás… essas revistas ainda existem? Tipo, ainda são vendidas? Imagino que a internet e os sites “Cifras Club” da vida às tenha aniquilado. Alguém sabe?

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