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Afinal, o rock está morto?

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Quando a situação econômica não vai bem, as pessoas não gastam tanto em cultura, ou seja, o mercado fica menor e por isso fica mais fácil de ser dominado. Algum poderio econômico e ele está na mão, podendo ser levado para onde se quiser. Assim, um punhado de produtores, gravadoras e, principalmente, redesd de rádio ou TV podem ditar o que estoura.

Em estatística; chamamos “moda” aquilo que sobressai no universo de dados de uma amostra. Assim, existe o ‘Som da moda’.
O rock saiu da moda há muito e, pior, foi incorporado a outros gêneros não-rock. Já notou que o sertanejo “moderno” nada mais é do que rock travestido de sertanejo? Aliás, muito do brega, pop e axé (sim, até!) são puro rock na essência (harmonia-melodia-ritmo), mas interpretados e vendidos como esses outros segmentos aí…

Atualmente, bomba funk. Mas já bombou discoteque, break, lambada, sertanejo, axé music, pagode, forró. Assim como nenhum desses gêneros deixou de existir ou morreu pelo fato de sair da moda, igualmente digo sobre o rock, apenas não mais está na luz como esteve nos anos 80, mas continua não “lá”, mas aqui.

Posto estar ligado à revolta, inquietude, fraqueza, orgulho, raiva, ou seja, emoções básicas do ser humano, não apenas em sua letra como na sua faceta melódica e visual, acho muito difícil que ele deixe de existe, apenas ficará latente por um tempo, depois volta, depois some, depois estoura de novo, tipo… “vive morrendo”.

Ainda há pouco estive na Saraiva e lá estão, lançados e relançados vários CDs de rock (inclusive comprei o novo do Lobão, o com os “Eremitas da Montanha”). Nos de outros gêneros são poucos os novos títulos e relançamentos menos ainda. Como se vê, os gêneros surgem e vão, e Rock apenas quase silencia, muda, mas segue vivo.

Sempre e sempre.

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