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A (in)fidelidade dos integrantes às bandas

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Eu realmente gostaria de entender, e aceitar, a situação onde determinado músico pertence, simultaneamente, a mais de uma banda.

Além de ser dispersão de foco, gera conflito de interesse (que começa com incompatibilidade de agenda e passa pelo tempo que o músico se dedica, em casa mesmo, a cada um dos projetos a que se ocupa).

Eu nunca aturei. Um dos casos se saída de um dos integrantes dos Noiantes era pertencer a outra banda (e, pior, ter omitido isso), e outro integrante também deixou a banda quando decidiu tocar em outro show, com outra banda que participava… porque lá receberia um pagamento maior.

Quando muito, e já estourando, acho plenamente legítimo que qualquer integrante de banda tenha seu projeto solo. SOLO, ele, não como parte de outra banda.

Lá pelos anos 90 um guitarrista de uma banda se ofereceu para tocar com a Alta Ralé, como guitarrista adicional. Eu perguntei na hora: “-Ué, você não toca com a banda ´tal’ ?’, no que ele prontamente me respondeu “-Marco, eu não tenho banda! Eu quero é tocar!”. Pô, nem que estivéssemos precisando de um novo integrante eu iria querer aquele cara tocando conosco, tá maluco?

Então, a menos que todos combinem que aquilo ali é só algo para “fazer um som”, sem qualquer pretensão, tudo bem que os integrantes toquem em outras banda, mas, se for para formar uma Banda, empreendimento, futuro, projeto e estrutura, cada integrante precisa ser pertencente e fiel à banda, e sequer tocar bongozinho com outra banda.

Sim, já tive tantas discussões em pensar assim que já me perguntei se não sou EU o errado quanto a esse pensamento.

Mas, até agora, nada nem ninguém me convenceu que devo mudá-lo.

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