A relatividade do tempo

Sempre que me deparo com algum aluno finalista, escuto sempre: “A faculdade passou tão rápido!”, assim como pais de adolescentes também me dizem que os filhos cresceram muito depressa.

Ainda falta um ano e meio para eu colar grau em economia, e isso me parece uma eternidade.

Isso leva ao pensamento de que, definitivamente, o tempo é relativo.

Talvez não: O que é relativo é como percebemos o tempo e o que esperamos dele.

Como nos concentramos mais no que nos preocupa do que nos relaxa, as situações ruins nos parecem sempre durar mais (como a minha espera para formar – ou qualquer espera), a situações boas nos faz querer que durem muito, como o tempo inexoravelmente passa, nos fica a impressão que cronos passou muito rápido.

Uma outra questão bem legal sobre o tempo aprendi em 1996, quando assisti a uma palestra de Lair Ribeiro, é o nosso estado “Through Time” e “In Time”.

Quando estamos na vida corrida e não damos atenção para o que acontece, estamos “Through Time”, e nos lembraremos pouco dos detalhes dos acontecimentos, alguns meses depois vai parecer até que aquilo nem aconteceu – são os atos de rotina. Tempos de nossa existência que acabamos nem vivendo, só deixando passar.

Já quando achamos algo importante e nos fixamos naquilo naquele momento, estamos “In Time”, o tempo vai fazer parte daquela cena e, ainda que passem muitos anos, vamos lembrar daquilo, seja de forma espontânea ou por algo que disparará a memória; daí ser importante registrar os fatos marcantes, festejar, fotografar, escrever sobre eles. Quando estou em qualquer momento importante, reservo uns cinco segundos para ver aquela cena “de fora”, gravar o cenário, as pessoas, os rostos, sons temperatura e o pensamento daquela cena – é isso que vai tornar aquilo um polaroid depois.

Eu faço tudo isso, e você?

Aliás, hoje é Dia de São Valentim, dia universal do amor e dos casais – bem cedo eu disse à minha esposa “Feliz Dia de São Valentim, amor!” enquanto ela preparava chá na cozinha, vou sempre lembrar desta cena.

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