Início Anos 80 5 vantagens e 7 desvantagens das fitas cassetes

5 vantagens e 7 desvantagens das fitas cassetes

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Dia desses ouvi no rádio que, assim como ocorreu com os discos de vinil, as fitas cassetes estariam voltando à moda aos poucos no mundo. Será? Em todo caso eu, como grande usuário que fiz dessas fitas, estou habilitado a discorrer acerca dessas objetos. Esse é o terceiro posto que escrevo sobre esse tema, escrevi um em 2012 e outro em 2014,
É óbvio que precisamos pensar conforme o contexto da época em tal análise. Vamos à ela:

Vantagens:

1 – Portabilidade – Aqui ela era suprema! Em comparação aos discos bolachões, tente imaginar o que é ter o poder de carregar música em uma caixinha com dois carreteira pouco maior de uma carteira de cigarros Sim, era um poder absoluto!
2 – Gravações e regravações – Era o outro poder supremo dessas caixinhas com rolos: Termos nossos próprios gostos musicais estampados ali, seja podendo gravar do disco, da rádio, de outras fitas, fosse o que fosse. E depois? Gravar por cima, desgravar e por aí fora…
3 – Capas como quiséssemos – Seja na capa ou nas listas, podíamos deixa-las com a nossa cara, ainda mais nas lombadas, eu (como qualquer um da época) tinha a “Legais 1”, “legais 2”, “Rock!, e por aí afora.
4 – Guardar de qualquer jeito – Não precisávamos ter qualquer cuidado. Diferente dos discos que tínhamos que ter alguns cuidados na manipulação e armazenagem, as fitas jogávamos em qualquer lugar pegávamos de qualquer jeito, jogávamos em qualquer canto, caixa ou bolsa e estava lá inteirona.
5 – Versatilidade – Em casa, no carro, no walkman, no gravadorzinho. Na audição intimista ou em uma grande festa, elas seguravam a onda legal.

 

Desvantagens:

1 – O som não era tão bom – Não elo fato de ser fita, já que em estúdio se usa fitas, assim como são sadas fitas até hoje em grandes estúdios. Mas devido à pouca largura, simplesmente as trilhas ficavam muito estreitas e isso tornava o som só o “basicão” mesmo, e só.
2 – A qualidade diminui com o tempo – O só fato dos anos passarem , quer se toque a fita ou não, faz com que o som fique menos nítido, o motivo eu não sei.
3 – Pega mofo fácil – Aqui onde moro, Manaus, local quente e úmido, é um inferno para guardar fitas, deixa-las um ano em local sem vedação é vê-las depois coberta de manchas brancas, e tocá-la é condenar um cabeçote do aparelho.
4 – Um inferno para localizar música – Ou ia no ouvido caso se soubesse a música que vinha antes), ou ia no olho )se vendo a quantidade de titã do carretelzinho) ou ia na sorte. Vários e vários toques na tecla de rewind e fast forward. Contador?  Tinha, seja mecânica ou eletrônico, mas só funcionava se fosse zerado junto com a fita no início, senão servia de nada…
5 – Enrola no aparelho – por algum motivo, os toca-fitas tinham apetite pelas fitas e vez em quando, do nada, comiam as fitas e tínhamos dois problemas: tirara fita sem rompê-la (às vezes ainda vinha toda amassada) e depois, com a paciência de Jó, pegar uma caneta Bic e ir enrolando, com muito cuidado para que ela não torcesse no processo.
6 – Pouca informação – Nas que comprávamos pré-gravadas (versões em fitas de discos), não vinha quase nenhuma informação comparada aos discos, nada de encartes ou coisas muito elaboradas, só a lista de músicas, alguma besteira e só (era o preço da portabilidade).
7 – O tempo da fita nunca batia com as músicas que gravávamos –  Não importava: Sempre ia sobrar um tempão de fita ou a música seria cortada antes do fim. Uma vez em cada mil o fim da música batia com ao fim da fita. Sorte tínhamos quando cortava perto do fim, aliá, essa todo mundo saia: deixar a música menos legal para a última da lista, já que, afinal…

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