Se você escutava música em fitas K7, você deve concordar comigo que isso significava:

1 – Saber a próxima e próxima música de cor (e até o tempo exato do intervalo entre elas), o ponto de cada lado da fita se configurar quase como que UMA música apenas;

2- Se houvesse alguma escolha cômoda, só se fosse sobre qual fica ouvir, pois localizar música em uma fita era coisa pra ninja;

3 – Quando gravávamos a fita, sabíamos que o marcador deveria ir só até zero dB (até ficar vermelho) mas…. no afã de que o som ficasse mais alto, colocávamos o nível no talo e achávamos que o ideal era dois pontos depois do limite vermelho do v.u. do gravador;

4 – Quando ouvíamos o som ficar lento e grave, parando a música, já sabíamos que o tocador engoliu a fita. Dá-lhe paciência e jeito pra tirar a fita (toda enjilhadinha) do tocador e lá se vão cinco minutos com uma caneta Bic (ou um lápis) enrolando cuidadosamente….

5 – Preocupação total quando íamos gravar a última música de um lado da fita: que desse pelo menos até o refrão, ou que não ficasse sobrando muita fita depois. O standard da sorte era quando o fim da música coincidia com o fim da fita (só consegui isso umas duas vezes na vida);

6 – Indecisão na hora de comprar fita virgem: gastar o mesmo valor para comprar três fitas comuns de 90 minutos, duas de cromo ou uma metal?

7 – Gambiarra + sintoma de pobreza: Pegar aquela fita velha pré-gravada, tascar fita colante no espaço traseiro e regravá-la;

7katif

Obs.: Ah quase dois anos, escrevi um outro post sobre fitas cassetes, leia-o AQUI.

 

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