Ao assistirmos ou escutarmos um show, é quase automático que comparamos a execução de determinada música com a versão de “estúdio” da mesma.

Se for igual ao disco, não tem graça: antes se ficasse em casa escutando o CD mesmo.

Se for totalmente fora e diferente do que foi gravado, ficamos com a impressão de que “não foi aquilo” que fomos assistir. Assim, execução ao vivo com muitas partes transformadas em frases faladas dentro da letra, partes em que o vocalista/cantor não canta, apenas jogando para a lateia cantar, ou que muda a melodia, ou que improvisam tanto que a música “se transforma em outra”, não faz muito sentido.

O ideal, penso, é que a execução da música ao vivo consiga atingir um standard de excelência: Nem seja a repetição exata do que estava na gravação de estúdio, nem seja algo totalmente diferente dessa mesma gravação.

Algo muito legal que pode existir é a banda/cantor gerar uma nova estrofe ao vivo, que não tenha sido gravada – certamente a plateia se sente presenteada com aquilo; ou conseguir cantar a melodia em uma linha que, seguindo as notas básicas originais, tenha alguma quebra de andamento, uma virada inesperada ou um meneio vocal instrumental surpresa dentro daquela linha melódica. Se isso for conseguido, é a certeza de que o apreciador daquela música fará questão de ter as duas versões: a “de estúdio” e a “ao vivo” – Ao ponto de ouvirmos de alguém “prefiro a versão de estúdio” ou “gosto mais da versão ao vivo”.

Um exemplo clássico que posso indicar de “diferença perfeita” entre a versão de estúdio e a ao vivo é a “Stairway to Heaven”, cujas gravações no “Led Zeppelin IV” e a do “The songs remains the same” são diferentes mas iguais, ou seja: sabemos que é a mesma música,  mas cada membro da banda conseguiu melhorá-la ao vivo em um ou outro lugar, de forma que gostamos de escutar as duas versões.

Casos extremos existem como o de Bob Dylan: No início de carreira, suas execuções ao vivo eram bem legais mas, atualmente, já quase nem a plateia entende qual música ele está cantando, de tão desconforme (intencionalmente) com a original que gravou.

Um dia escreverei sobre as diferenças que mais noto nas músicas quanto às suas gravações de estúdio e ao vivo.

E você, como acha que deve ser a apresentação ao vivo perfeita, quanto à execução das músicas?

Conheço pessoas que chegam a dizer "prefiro o  Deep Purple ao vivo do que nas gravações de estúdio!"
Conheço pessoas que chegam a dizer “prefiro o Deep Purple ao vivo do que nas gravações de estúdio!”

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