É uma época esperada ansiosamente por aqueles que querem ser bacharéis – e época aparentemente interminável para aqueles que o são.

Sou professor de uma turma (bem, mais de uma) de finalistas, e sempre digo: “Calma, já está acabando, logo você estará fora daqui!” – E sempre vejo uns sorrisos vislumbrando alívio.

Melhor ou pior para uns e outros, é um bom tempo: cinco anos. Uma micro-vida; mail de mil e quinhentos dias: é o tempo da Academia Jurídica.

Ainda há pouco me pediram para comparar os faculteiros (inventei a palavra – ou é melhor “facultantes”?) de hoje com a minha geração, na Jaqueira.

Eu fui na lata: Os alunos estudiosos de hoje estudam bem mais e melhor do que os da minha época (e lá se vão uns 20 anos) – até porque existe excesso e facilidade de informação pra onde se vá. Lá no início dos 90, ainda íamos pra aula com os livrões de Códigos separados, já que não estávamos habituados ao conceito de “Vade Mecum” (como já escrevi AQUI);

E os malandros atuais são ainda piores do que nós (aqui eu disse “nós” e não “os”) éramos. Tínhamos matérias e professores chatos, mas até a esses havia uma devoção que o tempo levou; e quanto às matérias chatas (eu tive “Direito da Navegação” arggg!), era um desafio e víamos aquilo como meta.

Você é o único responsável pelo sucesso ou insucesso desse período; não é a faculdade, o professor ou o tio do estacionamento. Na mesma sala, com as mesmas aulas, com os mesmos Mestres e na mesma Faculdade existe o que tira dez, e o que tira zero.

Parabéns aos meus alunos pelo Dia do Acadêmico de Direito, persistam!

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