Muitos que passam na avenida André Araújo, no Aleixo (perto do TJ e do CêkiSabe), nem imagina que um prédio abandonado já abrigou um Cassino que teve
seu auge nos anos 80, funcionando até meio dos 90: o “Rip Show Club”.

O prédio não era grande, um único pavimento; mas destacava-se por não haver outra construção contígua a ele.

Suas janelas tinham vitrais, que podiam ser reconhecidos desde quando se passava à curva da TV Amazonas.

Nas festas de aniversário ouvíamos os adultos falarem sobre o que ganharam e perderam de dinheiro no Rip. Isso só aumentava nossa curiosidade. Até no colégio, onde a galera do terceiro ano já dirigia, contavam que jogavam lá.

Sim, cassino era e É ilegal. Como o Rip conseguia funcionar, eu não sei! O que se dizia na época é que pertencia ao irmão de um influente político; informação nunca constatada.

Maio de 1992, minha tão sonhada Carta de Motorista estava à mão; finalmente podia desvendar o mistério, fui ao Rip.

O que eu vi:

Na frente da porta de entrada havia um cara sentado em uma cadeira, olhou pra mim e disse “Já vai começar o Black Jack!”. Sabia nem o que era aquilo.

Entrei no prédio.

Dentro, o local era em penumbra. Meia-luz geral.  Eram dois ambientes. Sem divisórias, apenas um salão.  Paredes beje e piso cinza.

À Esquerda, uma mesa com jogo de roleta. Bem na frente uma mesa de baralho. Duas máquinas (ou três, não lembro bem, aqui) caça-níquel.

Olhando-se à direita, logo no canto havia um bar, e outra mesa de baralho (seria essa a do “black jack?”), dessa vez maior, retangular.

Em cada uma dessas mesas havia um abajur que pendia do teto, iluminando o tampo.

Umas 30 pessoas, no máximo, lá estavam. Não vi muitas mulheres, umas poucas senhoras, ocupando a mesa da roleta e do caça-níquel.

Não vi garçons, acho que cada um ia até o balcão do bar pegar a bebida.

Também não vi um “caixa” no local; o que me faz concluir que cada crupiê era o caixa na sua mesa de jogo (como não joguei, não sei como funcionava, ou se havia fichas, não me lembro de ter visto).

Era isso, nada além disso. Olhei em volta. Saí.

Pronto, matei minha curiosidade.

O que (ainda) resta:

O prédio ainda está lá. Soube que a Inpar Construtora (com “n” mesmo) irá construir um prédio de apartamentos no local.
Vista frontal da inconfundível fachada

comments (4)

  • Mansur Seffair Neto Reply

    No mesmo local, nos anos 70, funcionava uma churrascaria, também chamada de Rip´s.

    Meu Amado Marco, falando em churrascarias antigas, aí vai uma idéia, de se falar sobre a Churrascaria Roda Viva, a qual durou, também, até os anos 80 e funcionava na Cachoeirinha, aproximadamente, onde hoje fica fica a Rymo. Tinha um parque maravilhoso lá! Vale a pena Lembra!

    • Marco Evangelista Reply

      Verdade. Churrascaria Roda Viva, Gato Preto, Restaurante Gabriela e Casa Branca (que depois virou o La Barca). É, ideia de futuros posts. Um abraço!

  • Meu Pai foi dono da Churrascaria Roda Viva… passei minha infância lá, entre parques e animais, incluindo uma onça pintada que era criada nos viveiros… Bons tempos

    • Marco Evangelista Reply

      Sim sim, A Churrascaria Roda Viva era BEM conhecida, mesmo quem nunca foi lá já ouviu falar.

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