Algumas pessoas parecem inatacáveis por seus erros.

  • Rita Lee foi levada para a delegacia depois de um show, acusada de desacato, por ter dito uns bons palavrões, do palco, para uns policiais;
  • Quando Paul McCartney foi preso no Japão por porte de drogas (1980), pegaria uma sentença de alguns anos de prisão, mas as autoridades alegaram “sanção social” para libertá-lo, ou seja, a reprimenda que recebeu foi tão forte frente à sua boa imagem, que já lhe serviria de punição;
  • O nosso ex-presidente, embora tendo vários subordinados envolvidos em casos de desvio de dinheiro público e corrupção, não teve sua popularidade abalada;
  • Para um idoso norte-americano típico, os Kennedys simplesmente não pecam, pois é uma família muito amada naquele país;

O que esses casos tem em comum? O “permissivo”.

“Permissivo” é o instituto onde a estima depositada em alguém faz com que algum erro desta pessoa seja perdoado, ou ter tratamento punitivo, de qualquer ordem, amenizado, devido a esta estima; o nome significa isso mesmo, é como se fosse uma “permissão”, não escrita em canto algum, mas arraigado no inconsciente coletivo, para que essa pessoa erre.

É a face social e pública do dogma que “perdoamos mais facilmente quanto mais amamos o infrator”;

O permissivo é legítimo quando é autêntico: quando surge daqueles que podem reprimir, direcionados a quem cometeu o erro; e é ilegítimo quando é alegado falsamente em nome de quem não o merece.

Não afirmo que o permissivo é bom ou ruim – constatamos que ele simplesmente EXISTE.

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