Hoje, 12 de fevereiro, é o dia do orgulho ateu.

O que é ser “ateu”? O conceito não é simples.

Se poderia dizer que ateu é o que não crê em Deus. Hã? Não explicou muito, se precisa saber o que é “Deus”, para só depois se enquadrar, ou alguém, como ateu.

Se alguém não crê naquele Deus da Bíblia, mas crê em algo, diferente daquilo, é ateu?

E se crê em Maomé, Brahma, Jáh ou Tupã, é ateu?

Vez ou outra eu me pergunto se EU sou ateu, pois não acredito na mitologia bíblica, mas acredito que o caos não encontrou a ordem sozinho, deve ter todo algo, e nesse algo, que chamo simplesmente de “forças do universo”, ou “energias”, é no que creio; seria isso Deus? A resposta a isso é o que determina se sou ateu ou não.

E você, crê em algo, se sim, em que? – Existe uma opressão generalizada a quem ouse se declarar ateu, é mais execrado do que leproso na idade média; ser ateu é ser visto como alguém mau, sem caráter, sem compaixão, enfim, a personificação de tudo de ruim em forma humana; talvez por isso não vemos tantos “ateus” por aí.

Na dúvida, melhor se declarar “católico não praticante”, é uma forma de dizer que não crê em nada mas se comporta bonitinho como se cresse.

Certa vez assisti a uma entrevista de uma mulher declaradamente ateia (Zélia Gattai, esposa de Jorge Amado), onde ela dizia que é muito triste e difícil não ter fé, afinal, não tem por quem chamar, não tem em quem confiar além dos homens, não acredita em algo além disso tudo.

É, realmente não é recomendável ateísmo a ninguém, o preço é alto.

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