Foi a primeira faculdade em que estudei.

Era início de de 1992, quatro faculdades existiam em Manaus: UA, UTAM (essas duas, Universidades), CESAM e CIESA. Como eram poucas, eram muitos concorrentes por vaga, e se fazia festa em família quando se passava em qualquer delas.

Passei para Contabilidade (um dos três cursos que lá haviam na ápoca, os outros dois eram administração e economia), era fevereiro de 1992 quando as aulas iniciaram.

O Ciesa ficava na Djalma Batista, no mesmo prédio do CIEC. Havia um Mr. Pizza bem na frente, que é onde ficávamos no intervalo. Em maio, a notícia-boma: o Ciesa mudaria de prédio. Iria para um bairro chamado Nova Esperança (não sabíamos que existia esse bairro), quase que no meio do mato, e longe, escondido.

Fomos para o novo prédio. Ninguém gostou. Preferia o conforto da Djalma Batista (com o Mr. Pizza de lá, claro!). As brigas começaram, o DCE abraçou a briga. O Sr. Luiz Antônio, Diretor, tentou nos convencer que ali seria melhor, ninguém engoliu. Na época, a entrada era pelo Nova Esperança, havia um estacionamento de areia e barro e um único prédio cúbico, o resto era mato. Nem sequer a lanchonete havia sido instalada ainda.

Houve uma passeata interna, com carro de som e tudo mais, protestando contra a nova localização do Ciesa. Um aluno subiu no carro, entregou o carnê ao presidente do DCE e vários alunos fizeram o mesmo, afirmando que só voltariam a pagar a mensalidade caso o Ciesa voltasse para a Djalma Batista. Não adiantou, claro.

Naquele mesmo ano, em Julho, iniciei o curso de Direito na UA, e em 1993 troquei o curso para Economia. Como as matérias de Direito começaram a se espalhar pelos três turnos, tive que sair do curso de Economia do Ciesa.

Aliás, para quem não sabe, o curso de economia do Ciesa era o mais famoso da década de 90. Eu mesmo, já cursando Direito na UA (já virara UFAM lá pelo terceiro período), ainda ouvia admiração quando eu dizia que havia cursado economia no Ciesa, sempre seguido de um “e porque você não continuou?!” com ar de censura pela minha decisão.

A título de off-topic, o curso de contabilidade mais famoso da década de 90 nem sequer era de graduação, era o curso de técnico em contabilidade do colégio Sólon de Lucena, o curso de psicologia e arquitetura mais respeitado da década era da Ulbra, Direito, da Ufam e Engenharia Civil, o da UTAM.

Voltando ao assunto, retornei ao Ciesa em 1999, desta feita para cursar a Especialização em Direito Civil e Processual Civil, e o Ciesa já havia se transformado em Curso-Referência. Mais dois novos prédios já haviam sido construídos.

Mas jamais esqueci aquela que foi a minha primeira experiência como universitário, ainda tenho a fita K7 que eu escutava na minha picape Isuzu quando ia todos os dias para a aula. O Ciesa se transformou em uma grande e prestigiada faculdade desde aquele 1992; e ontem, muito feliz, soube que agora faço parte do cast de professores dessa instituição, a quem tenho muito apreço e carinho eterno.

Farei o meu melhor; aliás, o meu melhor será apenas o começo.

Lembro que fiquei todo empolgado quando preenchi: "Agora sou universitário!!!"
Lembro que fiquei todo empolgado quando preenchi: “Agora sou universitário!!!”

 

Logo na primeira semana de aula, a primeira tarefa do representante de sala era distribuir os carnês, que vinham da tesouraria.
Logo na primeira semana de aula, a primeira tarefa do representante de sala era distribuir os carnês, que vinham da tesouraria.

 

256 mil! cruzeiros :-)
256 mil!… cruzeiros 🙂

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