Semana passada, na noite de estreia, fui assistir ao “Carrie, a estranha”. Assisti à versão de 1976 quando passou na Bandeirantes, em 1987, fiquei uns bons dias impressionado com as cenas – ainda me vejo gravando em VHS da TV  (apertando “pause” em cada comercial, claro!). Agora vem a nova versão, bem…

O filme estava absolutamente fiel ao filme de 76, ou tentou estar.

Aquele mesmo clima assustador estava lá – mesmo não, desculpe, agora ficou parecendo filme para adolescentes; quanto à linha do roteiro, parecia que eu estava reassistindo ao filme antigo – quase cópia quadro a quadro.

Senti falta de algum ator do filme original, eu gostaria muito de ter visto.

Os diálogos estavam bem parecidos, faltou o “Tommy, por que estamos aqui? – Porque é festa!”  – Nessa versão de 76, esse Tommy é o ator que viria a ser “Super Herói Americano”, o da série. E mostrou um John Travolta pré-“Embalos de Sábado a Noite”.

As tomadas. A decoração do baile e até o cenário do palco estava igual. Mas “algo” o fez não tão bom.

No filme de 76 ficava claro que o Tommy se apaixonara por Carrie durante o baile, nessa versão, não fica claro se o mesmo ocorreu ou apenas ele estava cumprindo o que havia combinado com a namorada.

Na versão antiga, Carrie, no filme, parecia usar – mas não entender – seu poder mental de telecinese. Na versão atual ela se mostra bem informada e estudiosa quanto a tal “dom”.

O único ponto em que o filme de 2013 é melhor é quanto à mãe de Carrie: mais assustadora e doentil na refilmagem atual do que na de 76.

Se você lembra da última cena do filme original, já vou lhe adiantando que a dessa versão atual é frustrante, em nada comparável ao impacto daquela anterior.

Quem sabe em 2028, quando filmarem de novo a história, consigam recriar a melhor filmagem dela, a de 76.

O de 76 tem a vantagem de ter uma atriz não-bonita, uma branquela cujo olhar fixo já medo. O de 2013 tem um problema, a atriz é atraente (a Chloe), que torna ainda menos assustadora a nova versão.

Como você pode ver na foto, existiu outra versão, bem, é de 2002 - ele vai bem até o final, que é tão ruim, tão porcaria, que consegue estragar o filme todo, nem perca seu tempo assistindo.
Como você pode ver na foto, existiu outra versão;bem… é de 2002 – ele vai bem até o final, que é tão ruim, tão porcaria (pior que o de 2013), que consegue estragar o filme todo, nem perca seu tempo assistindo. Note que, até na foto, o de 1976 é mais assustador que o de 2013.

Quem sabe em 2028, quando filmarem de novo a história, consigam recriar a melhor filmagem dela, a de 76.

comments (1)

  • a de 2002 é otima, e se aquele final foi filmado é porque esse telefilme inicialmente sería uma ´serie de TV, por esse motivo carrie foi resgatada no final mas na estreia do filme a audiência foi baixa e o diretor decidiu que essa série não seria mais feita e esse que viria a ser um primeiro episódio de 2h acabou ficando como um telefilme mesmo. e mesmo que o final tenha sido ruim, o filme em si consegue ser fiel ao livro e otimo ao mesmo tempo, então pesquise a verdade primeiro antes de ficar pensando que sabe do que está falando!

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