Nunca esqueci algo que ouvi de Lair Ribeiro, quando ele veio a Manaus em 1996: “Mais importante do que ser rico, é ser próspero. O que é apenas rico fica pobre, se lhe tirarem o dinheiro; o próspero volta a ser rico mesmo se perder tudo o que tem. Alguém que ganha na loteria ou recebe alta herança se torna rico, mas não necessariamente próspero!”

Nem a propósito, certa vez perguntaram a Henry Ford o que seria dele caso ele perdesse tudo, ele respondeu: “Voltaria onde estou em cinco anos” – ironicamente, quebrou anos depois… e reergueu, tornando-se ainda mais rico.

No fim dos anos 80, não se você lembra, o bilionário Donald Trump quebrou: além de suas empresas entrarem em rota de queda, seu divórcio com Ivana Trump terminou de quebrá-lo, ele foi celebrado como “O Grande Falido da América”. Em dez anos estava de volta ao balanço patrimonial que tinha antes da queda.

Larry King, o maior âncora do jornalismo norte-americano, declarou falência no fim dos anos 70, e morreu como o comunicador mais rico daquele país, em 2008.

Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá (a quem gosto de chamar de “primo”, quando me refiro a ele em sala de aula), o homem mais rico do império brasileiro, foi à bancarrota, mas antes de morrer já havia saldado todas as dívidas e já começava a rota de subida novamente.

A história está cheia de prósperos que, não importando a queda, voltam a voar.

É assim que vejo o caso Eike Batista: pode estar beijando o chão – mas me aparenta ser próspero – é o que me parece pelo que já escutei de suas entrevistas no Youtube, e pelo que li em seu livro “O ‘X’ da questão”. Ele fala e escreve com propriedade sobre a área em que atua – e sobre a arte de gerar fortuna.

O Brasil assiste à primeira dificuldade de seu primeiro arquimilionário, e o trata como falido – é algo típico de país que não se acostumou ainda com a existência de pessoas prósperas; infelizmente o brasileiro típico ainda liga riqueza a desonestidade; triste.

Soube essa semana que Eike conseguiu o deferimento de Recuperação Judicial para suas empresas – para quem ensina Direito Empresarial sabe que, se estivesse em estado falimentar (como a imprensa gosta de insinuar), não teria tal Recuperação aceita pelos seus credores.

Então, que esse post fique registrado como meu palpite: É questão de tempo (não afirmo que será rápido) para o conglomerado empresarial de Eike Batista sair do vermelho, resolver suas pendências e, se for o caso, até mudar de ramo – e voltar a ser o Milionário estabelecido com contas em ordem.

É minha aposta.

kie

comments (1)

  • Edyranne Evangelista Reply

    Não teria post melhor p representar o dia de hoje: comemoração dos 700 posts do Evangeblog!!! Amei!!! Show Show Show

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