Em 2010, os Rolling Stones relançaram o disco duplo “Exile on main street”, 1972.

Imagino que a banda realmente goste deste disco, ja que ate colocaram novos vocais em uma ou outra musica, e nao fizeram isso com nenhum outro relançamento. A revista Rolling Stone fez reportagem de capa. na época comprei dois exemplares do disco, um para mim e um para a minha então namorada, hoje noiva.
Esse disco sempre foi envolto em mistério, tendo filme-documentário e livro sobre ele.
O livro em questão é o “Uma temporada no inferno com os Rolling Stones”, de Robert Greenfield. A capa é primorosa, uma verdadeira aula de arte gráfica.
O livro não trata da gravação ou detalhes técnicos do disco (buááá…), mas sim sobre tudo o que o iria coma banda durante tal período.
O autor escreve com tanto detalhamento sobre pessoas e fatos envolvidos que parece que esteve lá durante aqueles dias, ou então romanceou tudo, só pode; pois é bem analítico (241 pgs).
Segundo o autor, a banda saiu depenada financeiramente da sua gerência de Allen Klein. Estavam devendo muito em tributos. Se continuassem em Londres seriam presos por sonegação a qualquer momento, e continuariam a gerar mais dívidas tributarias.
Resolveram, então, ir morar no Sul da França. Perto de casa, mas em outro país.
Keith alugou a casa onde morariam por uns bons meses: ficava em Nellcotte.

Embora tocassem boa parte do dia, as musicas surgiram ja tarde da noite, quando Keith ficava tocando com Charlie Watts.

Ao final do livro, uma informação diverge de tudo o que li sobre o disco. Todas as fontes que li anteriormente apontam que o disco foi mal recebido por público e crítica, não pegou quando foi lançado. O autor afirma o contrário.

Penso que o “inferno” a que se refere o autor se refere a três situações:
1 – estarem exilados;
2 – a péssima situação de relacionamento interno da banda envolvendo o guitarrista Mick Taylor, que nunca se integrou à banda e Bill Wyman, que é retratado como um careta.
3 – o fundo a que chegou Keith e Anita, que chegaram eles mesmos a se internarem voluntariamente.

Maluco era a ciranda de esposas: Anita Pallemberg, esposa de Keith Richard, tinha sido namorada de Mick. Marianne Faithfull teria namorado Keith. E as duas teriam tido um caso com Brian Jones, antes dele morrer. É o que diz o livro.

Está no livro: “Um álbum gravado sob influência de heroína, com músicas que terminam em fades aparentemente intermináveis, como se ninguém suportasse a ideia de encurtar uma faixa para que a próxima possa começar, está sendo mixado por pessoas que cheiram cocaína da melhor qualidade, uma droga que tende a tornar todas as decisões mais difíceis.” e revelações interessantes como “Os RS jamais viajavam para lugar algum sem um médico de confiança”.

Um dia escrevo sobre esse disco de 1972 – já adianto que é tão complexo e heterogêneo que até hoje ainda estou tentando entendê-lo.

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