Me perguntaram dia desses como me acostumo a andar de terno no calor de Manaus. Para os meus blog-interatores que não vieram em Manaus ainda, explico: independente do que conste no termômetro ‘oficial’ da rua, a sensação térmica aqui facilmente passa dos 42 graus.
Não nos acostumamos. Só poderíamos usar o termo ‘acostumar’ se, ainda que cessado o motivo, continuássemos usando. Sem dúvida o fato de estarmos ‘obrigados’ ao uso desta indumentária é um estímulo psicológico ao enquadramento.
Nós ficamos, isso sim, condicionados a suportar o uso, sofrendo menos. Aliás, vamos ficando insensíveis ao calor, naquela roupa.
É como começar a tocar violão: no início marca os dedos, corta, dói manter aquelas cordas pressionadas nos trastes; depois, surge calo, que desaparece com o tempo; e aí não sentimos mais incômodo algum nos dedos.
Com o terno em Manaus é assim. No início é desesperador andar na rua empacotado; depois ficamos condicionados e não mais nos importamos com o incômodo, que nunca deixa de existir.

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