Comemorando a marca de CEM MIL visualizações aqui no EvangeBlog, e cumprindo o que prometi no início do ano de trazer reviews de grandes biografias de rock, trago uma resenha de um livro que comprei assim que o vi em uma livraria do Manauara, o “Nos Bastidores do Pink Floyd”- Até onde eu saiba, o primeiro que traça a história completa da banda editado no Brasil.

Esse lvro da Editora Generale tem 454 páginas, com fotos bem legais. Dá muita ênfase ao início e fim da banda, passanod muito rápido por todos os albuns, exceto o Middle, Dark Side of The Moon e The Wall, onde o autor detalhou até a concepção e produção.

Dados curiosos que obtive nesse livro:

O início da banda data de 1965! Todos os integrantes eram de classe média-alta – por livre vontade pararam de estudar e se dedicarem à música – de falta de coragem e determinação não podem ser acusados!

Acho que o livro deveria se chamar “Syd Barret”, pois Syd fica como um fantasma o livro inteiro, dando a entender que ele era quase um “quinto membro oculto” durante a existência da banda- E era David Gilmour que sempre zelou pelos pagamentos dos royalties a Syd desde que ele saiu da banda.

O PF atribuiu nome ao conjunto de equipamentos e engenhocas que utilizavam: “Azimuth Coordinator”.

Fica uma impressão que o autor enquadrou Gilmour como o grande músico preguiçoso, Waters como o gênio chato e péssimo músico,Nick como o gente-boa diplomático e Wright como o renegado em segundo plano.

Embora mostre desavenças entre Waters e Gilmour, o livro não conta o motivo de haver tanto ódio e ressentimento entre os dois;

Até o “The Dark Side of the Moon”, a banda era underground, indo “do zero” ao estrelato por causa desse disco e, a partir dele, começariam as tensões Gilmour/Waters.

 

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No livro é revelado o salário de Wright para acompanhar o PF como músico contratado: 11 mil dólares por semana.

O “The Wall” e o “Final Cut” seriam trabalhos solos de Waters, ao menos é o que dá a entender o autor.

Várias tentativas existiram antes do Live 8 de fazer os quatro tocarem juntos. Gilmour dizia logo no começo de qualquer convite que não queria e, quando topada, Waters esperava até o último minuto antes da data marcada para dizer que não iria.

O autor, que parece não gostar de Waters, diz que o músico tem algo chamado “Fator de Atraso Programado (FAT)”, que é o hábito que tem Waters de propositalmente deixar qualquer pessoa esperando, se quiser falar com ele. Os que lidam com o músico já sabem disso e se acostumaram.

Os shows do Pink Floyd a partir de 1979 movimentavam, em média, 160 técnicos.

Diz o livro que Nick Mason teve que vender uma de suas Ferraris para cobrir o prejuízo causado pela turnê “The Wall” de 1979, Gilmour e Waters também bancaram o rombo do próprio bolso (Wright não teve prejuízo, pois já estava apenas como música contratado)…

Em compensação, a turnê do “A Momentary Lapse of Reason” rendeu 135 milhões de dólares e teve um público de 5,5 milhões pessoas, batendo, naquele momento, o recorde de arrecadação e público de qualquer músico ou banda do planeta existente até então.

Roger Waters “permitiu” que os outros integrantes usassem o nome “Pink Floyd”, em troca de um Royaltie convicente do que a banda viesse a fazer, mesmo sem a participação dele – “pior” é que realmente foi ele e Syd Barret os criadores do nome!

Syd Barret, ao contrário do que dizia a lenda e do que foi propagado no Brasil pelo especial da Rede Manchete exibido em 1987, não era um recluso que apenas assistia tv e comia bolachas o dia todo! Ele viajava muito de trem por todo o Reino Unido e, quando estava em casa, sempre fazia passeios de bicicleta.

Prova de que “Aqui se faz, aqui se paga”. Em 1970, Roger Waters pediu ao diretor Stanley Kubrick que pudesse usar, na música “Atom Heart Mother”, diálogos de seu filme “2001: uma odisséia no espaço”; Kubrick disse… “NÃO”! Nos anos 90, Kubrick precisou de  uma música do Pink Floyd para fazer fundo em um de seus últimos filmes; Waters disse… “NÃO”! – Ah, mas no disco do Waters “Amused to Death”, só de birra, Waters usou uma frase ao contrário sobre o filme “2001”.

Gafe da obra: o livro e de 2007 mas foi editado no Brasil em 2010. Bem que podia ter tido ao menos uma nota, do tradutor mesmo, sobre a morte do Richard Wright, que ocorreu em 2008.

Bem, imagino que o autor seja músico, pois a obra se prende muito às questões musicais e quase nada nas questões administrativas-empresariais da banda.

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