Criado na França, folhetim é a forma de escrita no estilo “continua amanhã”; foi a primeira forma de novela.

No Brasil, foram muito populares no Séc. XIX. Os jornais da época sempre tinham um espaço reservado ao capítulo da história da temporada. O próprio livro “Memória de um sargento de milícias” foi publicado como folhetim, inicialmente.

Página de jornal típica do Séc. XIX: era comum o espaço destinado ao capítulo do dia do folhetim (embaixo à esquerda).
Página de jornal típica do Séc. XIX: era comum o espaço destinado ao capítulo do dia do folhetim (embaixo à esquerda).

Segundo a Wikipedia, José de Alencar, Machado de Assis, Manuel Antônio de Almeida, Lima Barreto e Joaquim Manuel de Macedo também tiveram obras suas publicadas em folhetins antes de serem publicados em livros.

Logo depois, a popularização do radio impôs decadência aos folhetins de jornal.

Logo depois, a TV (telenovelas) enterraria as radionovelas.

Com o surgimento da internet, surgiu a oportunidade de retomar o estilo folhetinesco perdido dos jornais impressos; e a primeira net-novela (como era chamada) foi “O Moskovita”, veiculada pelo UOL em 1996, apesar da tentativa ousada, pecou por usar linguagem complicada: ao invés de apenas texto, usava imagens que exigiam cliques do leitor para que a história se desenrolasse.

Modernamente, os webfolhetins (novo nome) surgem na forma pura – texto – para resgatar a atividade lúdica de, capítulo a pós capítulo, apresentar romances e contos ao leitor, que fará o leitor se divertir imergindo-se na história apresentada pouco a pouco em meio ao suspense do “próximo capítulo”.

Bem, meu blog-interator, você já pode imaginar porque escrevi sobre isso hoje?

Pois é, AGUADEM… 🙂

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