De início, é impossível assistir a esse filme sem lembrar da película de 1978 com o Christopher Reeve (assisti-o em 1984 quando estreou na TV, no Super Cine). E a comparação é imediata.

O filme é levado nas costas pelos pais do Superman. – esses sim, personagens com autoridade – Russel Crowe e Kevin Costner, personificando os pais natural e terreno do Super Homem, comandam o roteiro.

Fiquei frustrado porque esperei até o fim dos créditos e não mostrou a cena do encontro do Superman com os pais adotivos terrenos – acho que é um momento importante demais para ter sido passado em branco.

Quanto a cena do Jonathan Kent, em que ele acena para o filho, só três palavras podem descrevê-la: Puta que pariu!

As cenas de lutas bem poderiam ser cortadas em dois terços, além de gratuitas, eram longas e tão sensacionalistas que ficaram infantis. Aquela balela de a cada impulso os personagens atravessarem uns três prédios funcionou até ao segundo golpe, depois ficou chato.

O filme teve ótimas tiradas em relação aos clássicos: Explicou sobre a causa da explosão de Krypton, explicou sobre a origem da guerra de poderes no planeta e outros detalhes.

Louis Lane ficou absolutamente sem sal, bonitinha mas, sei lá… ficou parecendo que qualquer atriz funcionaira ali, e sabemos que acabou ficando um personagem sem história, sem passado; as outras Louis estavam melhor (será que foi porque me acostumei a vê-la morena e nos surge uma branquela? Não, não pode ser só isso…).

Filme acerta  mão em contar os fatos em Flash-Back, essa estratégia (que usei também no meu livro “Nivi”) torna qualquer enredo mais dinâmico.

A mãe de Clarck ficou acima, em importância, do Superman em interpretação, mas ficou à sombra do Kevin Costner como pai do cara.

Uma curiosidade e que tenho visto em uns blogs que se teria enxertado o rosto de Chirstopher Reeve em uma cena do filme, nessa aqui:

Esse quadro surge em um momento em que o Superman vai levantar voo, surge sobreposto no rosto do ator. Eu acho que é o Reeve…

Não sei se é porque li sobre isso antes do filme, mas o fato é que eu acho que vi mesmo, naquela cena, o Reeve.

Fica claro que aquilo vai ter uma continuação, ao menos está formatado para ter, e pode ser que lá surja cenas em flash-back daquele encontro com os pais a que eu me referi (imagino que já devem tê-las pré-gravadas, não contratariam Kevin Costner pra uma cena de vinte segundos, penso).

Um grande desperdício foi perderem a magia do mistério da identidade de Clarck Kent. Ora, Louis Lane já termina o filme sabendo de tal identidade antes de Clarck ser  jornalista, e isso vai contra o que assistimos décadas atrás (é o que dá assistir algo com um pré-conceito – qualquer um que tivesse tomado contato com a história de primeira, teria gostado da tirada).

Legal haverem modernizado o traje do Super Homem, que agora não mais tem a cueca por fora da roupa, e está puxado mais para um visual “Batman”, meio dark

Se vai assiti-lo, tente se libertar do filme que nos guiou, ou você ficará fazendo essas comparações também – e não sei se é porque os 40 já me está batendo às portas, mas se filtrassem o filme da história com menos cenas mirabolantes pirotécnicos dos embates, teria ficado BEM melhor.

Não costumo cotar nada aqui no blog, mas esse o vou: nota sete e meio; três estrelas.

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