Chega ao fim mais um período acadêmico. Concluo que:

1 – Não deixei uma turma sequer sem estar com o assunto concluído. Como nunca falto, foi tudo muito tranquilo. Acredite, a cada início de período, atiramos no escuro; tudo o que temos é a ESPERANÇA de que conseguiremos tal feito. É que no meio do caminho ocorrem interrupções aula de última hora, por fatores internos (algum evento que foi adiado do calendário institucional original) ou externos (como a passeata do dia 20 de Junho) à faculdade; que podemos ficar realmente sem ver aquele cronograma cumprido.

2 – Fica a certeza de que a aula foi igual para todos. Uns aproveitaram mais, outros menos (mas todos pagaram por elas) – Alguns conseguiram ser aprovados e outros não – nessa hora não se deve colocar o coração na mesa de correção de provas: existem pelo menos dois nomes em jogo; o meu e o da faculdade. É muito fácil os alunos compararem correções de prova, isso só torna ainda mais imperativo que toda correção seja feita com dados objetivos, por isso que já começo a corrigir cobrindo o cabeçalho; eu corrijo e avalio sua prova, não você.

3 – Fico com plena consciência que, exceto quanto aos alunos absolutamente centrados, serei “o melhor professor do mundo” para os que foram aprovados, e o “pior e mais injusto do mundo” para os que foram reprovados – é um dos preços da profissão.

4 – Como faço há nove anos, procuro ENCONTRAR onde eu errei, fiz caca ou devia ter agido de outra forma, para consertar no próximo período. Algo que nesse período errei, por exemplo, foi ter aceitado horários alternados em várias faculdades para o mesmo turno, resultado: acabei tendo que sair quase dez minutos antes do fim do tempo da aula em alguns tempos, e chegando com uns dez minutos de atraso em outros. Por isso, ao invés de ministrar 80 horas-aula (o padrão do período), entrei pelas 86, como forma de não deixar dúvida a eventual reclamação quanto a isso.

5 – Assim como em todos os períodos, vejo formar alunos que eu  vi nascer na faculde, lhes ministrando aula lá no segundo período. E tudo o que eu penso é: “O que eu ajudei a formar? Um gênio, um justo, em empreendedor, um fascínora, um pilantra ou um nada?”

 

Me atirarei em uns projetos, agora. Logo chegará 2013/2; e você, o que concluiu do período que agora finda? E o que espera para 2013/2?

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