Levei o box de DVDs por acaso. Ninguém me havia recomendado nem eu li nada sobre. Escolhi por causa da capa e dos dizeres do box “melhor série dramática da atualidade, ganhadora do Emmy e Globo de Ouro” .

Tem sido minha companheira nos engarrafamentos. Já no primeiro episódio explicam que o título vem dos “Homens da rua Madson” (Mad Men).

Estou terminando de assistir à segunda temporada, já comprei a terceira e assistirei o que mais dela vier.

É uma série que retrata uma agência de publicidade em 1960 (a segunda temporada é em 1961); nos trazendo tanto o trabalho publicitário quando os bastidores da agência, bem como a vida pessoal e conflitos dos personagens. O mundo corporativo está lá, sem máscaras, tal qual como é, e bem podia ser em qualquer ambiente de trabalho, de qualquer outra área de atuação.

Tudo começa com um ritmo muito lento, quase abandono a série no terceiro episódio, mas começamos a nos envolver com os personagens, e já fomos cooptados por eles.

Fica claro que não tem santo ali, todos tem algo a esconder, e qualidades.

Quando pesquisei um pouco, vi que a série é uma das de maior sucesso atualmente, tendo a capa da Rolling Stone desse mês dedicada a ela.

Cada um dos personagens (aula de roteiro e caracterização!) tem seu universo próprio:

Don Draper – É um anti-herói, que tem os maiores méritos e o os maiores defeitos. Méritos como profissional, defeitos como ser humano É ótimo pai mas ótimo marido, posto que fica mais com amantes do que com a esposa. Ele, na verdade, não é ele. É que na segunda guerra ele roubou a identidade de um amigo, ficando com o nome dele. Vez em quando ele é confrontado com a verdade, se esquivando sempre.

Peggy – Uma alpinista social que já no primeiro episódio queria ter um caso com Don, não conseguiu e foi para a segunda linha. É competente no que faz, atualmente (segunda temporada), ela já é assistente de criação (entrou lá como sercretária).

A esposa de Don é insatisfeita e, ao menos até agora, está surpreendentemente apaixonada por um garoto (!!) o Glenn, uma criança filho de sua amiga.

Pete Campbel – É o logo atrás de Don em importância na agência, traz grandes e ótimos clientes, não está nem aí pra família; é casado, sua esposa é estéril e ele dá em cima das meninas que surgem para fazer teste da agência, foi um caso de Peggy no segundo episódio – já ameaçou Don para conseguir ser promovido na agência.

Jowan Holloway – É a musa da agência, deve ter quase dois metros, pois é mais alta do que os homens, atraente e estilo gostosona, teve um caso com o  chefe da agência, atualmente está em vias de se casar (lembre-se, estou no final da segunda temporada);

Vivem bebendo e fumando o tempo todo, retratando aquele momento histórico. Não pensam duas vezes em passar por cima de qualquer um para atingirem seus objetivos. São detalhistas e críticos quando a questão é criação publicitária.

Várias tiradas do roteiro estão nas entrelinhas. Cada palavra dos diálogos é bem calculada. Eu, particularmente, tenho assistido pelo menos duas vezes a cada episódio para entendê-los bem e pegar a sutilezas, que são muitas.

Detalhe: A versão dublada está com um audio muito superior à versão original, os diálogos são bem mais nítidos.

Atualmente está estreando a sexta temporada, e li que a sétima será a última. Estou lendo o livro “Guia não-oficial do Man Men” e depois posto uma resenha dele também, assim com o voltarei a tratar da série, quando terminar de assistir a todas as temporadas.

Muito, muito legal! Recomendo.

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