Toda sala tem.

“Mala” é aquele ou aquela colega que no dia da prova sai por último, às vezes expulso(a) da sala, além do horário.

Terminar uma prova no tempo a ela cabível é uma arte que, ainda bem, dominadas por muito, exceto pelo mala.

Termina o tempo e ficamos lá tentando pegar a prova. Eu já tenho uma tática anti-mala: Aviso que vou embora, e que as provas que estiverem comigo serão corrigidas, as que não estiverem, não.

Dia desses um “mala” já passava três minutos do horário regulamentar, quando eu avisei que estava indo. Lhe disse que se conseguisse ele chegar no meu carro antes de eu sair, ainda aceitaria a prova dele. E fui lentamente até’o carro. Não adiantou. Eu já estava chegando na próxima faculdade quando ele me liga (como conseguiu meu número?) – “Professor, onde está seu carro?”

Vez ou outra eu gostava de entregar as provas corrigidas na própria ocasião, me entregavam a prova respondida, esperavam lá fora e, quando o último entregasse, podiam adentrar à sala para pegas as notas. Mas parei com isso quando, em uma ocasião, um “mala” quase foi linchado por manter os colegas tempo demais no corredor à espera.

Lair Ribeiro, em seu livro “A mágica da comunicação”, aborda sobre pessoas que possuem linha do tempo distorcida: simplesmente não conseguem chegar pontualmente em canto algum, não sabem a hora de sair e muito menos a noção de prazo – deve ser esse o problema do “mala”.

Enfim, um mala é encargo para mim, para os colegas e, talvez, pra ele mesmo.

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