Foi a minissérie de janeiro de 1993. Muito elogiada na época. Eu só a assiti agora, enquanto atualizo meu livro “Direito Empresarial imprescindível!”para sua versão em e-Book, e preparo uma surpresinha (que divulgo no fim dessa semana).

O autor fez na obra exatamente a mesmíssim coisa qu eu fiz no meu livro de ficção “Nivi”: partiu de um fato real para a partida de seu romance. Ele usou o último mês do governo de Getúlio Vargas, eu usei a queda da cobertura do Sambódromo de Manaus;

Basicamente é a saga do Comissário Matos, que empreende à persecução penal de um crime cuja autoria está conectada com o atentado da Rua Toneleiros, em 1954. Embora a trama aponte para Gregório Fortunato, em momento algum liga Getúlio ao mando do crime, deixando clar, ao menos na série, que foi ideia do “anjo negro” de Getúlio.

O ambiente é de tensão o tempo todo, de forma que não pude desgrudar os ouvidos (porque, na verdade, eu mais ouvi do que vi as cenas) um só momento. Uma cena puxa a outra. Penso na angústia dos telespectadores da época, esperando o próximo capítulo.

Deixou a série, ou sua edição em DVDs (dois discos) um buaco no roteiro: no que toca à história real do romance, só se foi até a prisão de Gregório Fortunato (o asseessor direto de Getúlio, implicado como mandante do atentado da Rua Toneleiros, contra Carlos Lacerda), mas não se deu um desfecho para esse personagem e qualquer dramaturgo sabe o mandamento: se criou um personagem, se precisa lhe dar um destino final, qualquer que seja!

O personagem central da trama, o comissário de polícia Matos tem uma personalidade muitíssimo bem escrita pelo autor Rubens Fonseca. É tão bem construído que absolve a falha do roteiro que acabei de me referir. Tem tudo o que um bom personagem precisa: uma mania (assim como James Bond só toma Gim, ele só toma leite), fala repetida, um cacuete, um passado, vontades e pensamentos bem definidos na trama.

Algo que eu particularmente adorei: a caneta pela qual sou aficionado, Parker 51 [posts sobre ela AQUI, AQUI e AQUI] surge das vezes na trama: uma pelo dito comissário (tirei foto da cena e a coloco aqui no post) e outra por vera Fischer (a atriz está extremamente apagada nessa filmagem, o destaque feminino é para Letícia Sabatela), o que só me confirma que a Parker 51 realmente era a melhor caneta de sua época (curiosidade: foi essa caneta usada por Getúlio para assinar sua carta testamento rsrsrs).

Minha opinião: a série é relmente excelente! Bem poderia ter obras semelhantes quanto a outros fatos presidenciais importantes, o mais perto que chegaram foi com “Brado Retumbante”. A Globo mostra que quando quer chacoalhar o povo – quando quer – consegue ir a fundo.


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