Assisti a esse filme em 1985; me refiro à versão original (depois escrevo sobre a de 2013 nesse mesmo post).

Na cópia a que tínhamos acesso na época, proveniente da Total Vídeo, a imagem era realmete ruim. Fita selada era coisa que só surgiria como obrigatoriedade lá por início de 1987.

Meu querido blog-interator, eu te digo: o filme era realmente foda! Era de dar medo mesmo!

A versão original (calma, depois entro na versão atual!) mexia com nosso terror psicológico: medo de assassinato com medo do capeta, tudo na medida que quase chegava ao ridículo, mas crível o bastante para nos deixar perplexos;

O Filme marcou tanto época que foi realizado uma continuaçãoo que não era continuação; eu explico, o “Evil Dead II” era, na verdade, um remake. Com muito melhor imagem e recurso mas, estranhamente, sem colocar tanto medo. Esse recurso de remake imediato não é tão novo. Fizeram o mesmo com Psicose II.

Bem, pode perguntar de qualquer pessoa lá por seus 40 anos sobre o impacto d”A Morte do Demônio” em sua época.

Eis que ano passado surgiu a notícia de um remake. Viria algo bom? Uma refilmagem simples? Uma nova história com o mesmo conceito? Sabemos que existem remakes tão ruins que quase acabam o próprio original…

Domingo último, fui assistir. Segue o que vi (não se preocupe,não tem spoiler):

–       O filme já começa bem com uma cena explicativa da origem do capeta do filme, coisa que não tinha na versão original – e cenas rápidas que dão ênfase ao livro maldito da história, que na versão original era mostrado e mencionado, mas não com detalhes de seu conteúdo;

–       A versão que vi, dublada (no Cinemark), não pintou de azul nenhum palavrao. Estão todos lá. Não sei quano ao blog-interator: nada mais estranho que filme dublado com palavrão. Saem sem alma e antinatural, sem a raiva característica, sei lá…

–       Sempre achei etranho o nome do filme ser  “A morte do demônio”, se o que é mais vivo em todo o filme é justamente o Mr. Devil!

–       O filme conseguiu criar situações novas usando o mesmo conceito do filme original. Por incrível que pareça, o fato da imagem estar mais exata e nítida transmite menos medo do que o original, que tinha imagem péssima, o que contribuía pra deixar o lance todo ainda mais sombrio;

–       Alguns paralelos existem da história do original com o da versão atual. Algo como: a mesma história da cena, mas com forma diferente de ataque.  Se eu fosse contar seria um festival de spoillers. Vou contar só um: Na versão original o David corta a própria mão, que ficou possuída. Agora, é uma das mulheres que corta… e é o próprio braço!

–       E uma determinada cena do final evoca uma cena final da primeira versão do “Karry,a estranha” (de Brian de Palma) – Algum blog-interator pode identificá-la?

–       Um erro que eu notei: pertinho do fim, a atriz puxa e arranca o próprio braço (é outra cena, não a que mencionei há pouco), mas quando a cena mostra ela inteira, somente a mão estava arrancada, o antebraço , que na cena anterior ficou preso no carro… estava lá no lugar. Alguém notou isso ou só eu? Vai ver que era tanto sangue e morte no script que deixaram passar batido.

–       Sim, o filme assusta.

–       Só para ficar no assunto, parece que o Black Sabbath já está com disco novo pronto.


comments (1)

  • Assisti este filme na última sexta-feira (19) e embora não tenha visto a versão original de 1985 posso dizer que para os fãs do gênero pode ser uma boa opção, pois as cenas de sangue, mortes e qualquer coisa relacionada são bem trabalhadas e transmitem exatamente o que pretendiam. O filme realmente cumpre o que promete que é causar terror na plateia.

    Só reafirmando o que você disse, sim esse filme assusta.

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