Enquanto terminava a terceira edição do “Direito Civil sem estresse!”, assisti ao box da Novela Dancin’Days (Globo Marcas), que passo a escrever sobre:

A trama realmente era de peso: Uma mulher (Júlia, vivida por Sônia Braga) é solta depois de cumprir 11 anos de prisão. Sua filha tem 15 e não a conhece, pois foi criada pela irmã. Essa prisioneira recém-solta empreende a aproximação com a filha, tendo como antagonista a irmã, que não quer que sua filha de criação descubra quem é sua verdadeira mãe. Show! Foi escrita por Gilberto Braga, discípulo de Janete Clair.

Em cada cena de sala , de quarto, de balada ou e escritório tinha o gravador de rolo da Akai [Post que escrevi sobre toca-fitas de rolo AQUI] . Pow, isso me fez me passar para a novela.

Comecei a gostar da novela quando vi, logo no início, o Reginaldo Faria operando esse Akai.

A edição em DVDs, penso, ficou longa demais, 12 discos, bem podia caber tudo aqui em no máximo oito, já estourando!

Incrível como as mulheres não tinham peito e, pelo que notei, o sexy era mulher lisa mesmo – bem, não posso dizer que tinham mau-gosto.

Todas (TODAS, eu vi) as mulheres bonitas da novela eram “peito-zero”, quase lisas! Teria sido isso moda na época?

A palavra “transar” significava “negociar”, e somente isso; e todo capítulo alguém ‘transava algo’ com alguém: “Transar um carro novo”, “Transei com ela sobre aluguel”, e coisas do tipo;

Ficou uma impressão que a autora quis isolar a trama do momento político. Tudo se passa hermeticamente distante de qualquer acontecimento do país na época. E muito legal ficaram os diálogos sobre herança, certamente teve algum consultor legal de direito civil envolvido, porque estava tudo muito certinho com o Código Civil da época mesmo.

ESSE, atrás da Joanna Fomm, é o “Pier” de Ipanema. Eu já lera muito sobre ele, é muito lembrado pela geração anterior à minha. Até Raul Seixas o cantou “Então… eu vou ter com a moçada lá no Pier…” (Tu és o MDC da minha vida). Mas eu nunca o havia visto como realmente era. Surgiu justo nessa novela! Show!

A clássica cena final da briga foi extremamente fraca e artificial, nenhum tapa convenceu ali, a menos que tenha sido erro de edição para a versão de DVD. Foi gravada no hotel Copacabana Palace, que na novela é a boate inaugurada pelo personagem de Mário Lago (que vive se metendo em frias financeiras na novela inteira);

Uma típica sala de estar de classe média-alta do fim dos 70’s/início dos 80’s. Olha o somzão! Fico pensando se a qualidade sonora disso aí não seria muito superior ao que usamos hoje; acho que sim, pois eu cheguei a ouvir fitas e rolo, e o som era melhor que CD.

Já havia lido mas não tinha acreditado, agora sei que é verdade: Se o filme “Os embalos de sabado a noite” trouxe a  discoteque para o Brasil, foi a novela  “Dancin’ Days” que consolidou a mania. Quase todos os hits da disco music tocaram na novela (não sei se estavam na trilha sonora do LP, mas na novela tocava), de Abba a Bonney M.

Aprendi algo que não sabia: existia uma gíria chamada “pantera”, que era a mulher atraente com mais de 30. Se tivesse menos, era chamada de “gata”, o diminutivo de “pantera”. Engraçado que o termo “pantera” desapareceu (Ah, e ficou claro também porque o seriado enlatado “Charle’s Angels“, que estreava no Brasil naquela época, foi traduzida para “As Panteras”!) e o termo “gata” ainda continua em uso…

Essa cédula que o Mário Lago aparece contando foi a primeira que minha geração usou. A identificação foi imediata.

Embora a novela tenha passado em 1978, em alguns diálogos contemporâneos os personagens se referem ao ano de 1977 (acho que ouvi umas duas ocorrências dessas). Teria sido erro de roteiro ou de direção?

Esse modelo de máquina registradora era exatamente o utilizado nos supermercados Casa do Óleo, Royale e Cheque-Mate em Manaus até 1983. O som da operadora batendo no botãozão de totalização ecoa até hoje.

Enfim, se você não tiver nada para fazer e quiser saber exatamente como era o clima que antecedeu aos 80’s, eu recomendo que assista à “Dancin’Days”.

Acabei de comprar o Box da minissérie “Agosto”, vou assisti-lo enquanto fecho a edição eletrônica do meu livro “Direito Empresarial imprescindível!”, depois posto a resenha aqui.

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