Os taxis eram amarelos, todo amarelo (faixa azul só nos outros estados do país); e todos fuscas, até por volta do início de 1983 (havia um ou outro de Brasília, raramente);

Do lado de fora das portas estava pintada a placa. Brancas com letras verdes, que depois mudaram para vermelhas, sempre iniciando com “TA”

Ao lado do vidro havia um furo, onde nove em cada dez taxis traziam enfiados uma chave de fenda.

Ao lado da porte haviam dois tirantes, era o que havia de “segurança” para o passageiro. Cinto de segurança “pra que?”;

O banco do passageiro era retirado por dois motivos: Para não caber tanta gente no taxi, e porque fuscas não tem  porta-malas, que era aquele espaço da frente;

O taxímetro era o Capelinha, movido a corda, com o marcador mecânico que fazia aquele barulho inconfundível quando ele trocava a bandeira;

Estávamos em hiperinflação e o valor do relógio não era o da corrida, mas sim um valor referencial que era consultado em uma tabela;

Alguns colocavam uma corda que ia do relógio para a porta. Era assim que eles fechavam aporta do fusca: puxando a cordinha! (chique!)

Na alavanca do câmbio estava um caranguejo encrustado, era moda nos taxis;

E no banco, uma tela com aquelas bolinhas de madeira, par massagear as costas;

E, óbvio, alguma coisa pendurada no retrovisor precisava ter, e sempre tinha!

O som… o som! Um Roadstar, com fita do Lafayette, Benito de Paula, Paulo Sérgio, Ricardo Braga ou Evaldo Braga (Sorria meu bem, sorriiiia!…)

Só na segunda metade dos Anos 80 (ok, era já 1985) surgiria pasmem, o primeiro taxis com ar condicionado em Manaus (ao menos os tomados em rua, os do aeroporto já tinham ar condicionado desde o fim dos 70´s); era um Monza, parece. Lembro bem que quando ele passou alguém apontou e disse “tá aí, é esse!” de tão exclusivo que era.

Mais de uma vez vi isto: Os taxistas guardavam o dinheiro sob o tapete do carro, alguém já viu isso também ou só eu?


comments (1)

  • Amei ver a capelinha e o único táxi que existia em Manaus na época da minha infância, o Fusca!!! Lembro de me esconder atrás do banco do motorista (único na parte frontal do carro) para fazer as corridas com ele. Eu deveria ter uns dois, três anos, chorava horrores se ele não me levasse! Lembro dele guardar o dinheiro das corridas debaixo do tapete sim, lemro do toca fitas (tinha sempre Roberto Carlos e Julio Iglesias no repertório kkkk). Até que um dia, entrou um casal no carro, e se adimiraram com minha presença, mas eu ficava encolhidinha no cantinho, quase debaixo do banco kkkk, pq era muito tímida e medrosa. De repente, o casal começou a discutir dentro do carro e eu comecei a chorar. Meu pai nunca mais me levou 🙁 Um tempo depois, ele sofreu um assalto, fazendo uma corrida durante a noite, para a estrada do CEASA, levou três facadas e resolveu deixar de ser motorista de praça.

comments (1)

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>