Isso com certeza já aconteceu com você: Você tem um disco que já ouviu e, simplesmente, não gostou (ou só gostou de uma ou duas músicas); deixou-o jogado no esquecimento e, algum dia, por algum motivo, o pega e escuta-o e… gosta!

Algumas músicas, como bossa nova, algo do Chico Buarque, Baden Powell e Tom Jobim, só vim entender depois que sai da adolescência.

É, a minha teoria é que a idade muda alguns dos nossos gostos e primora outros; e o que não gostamos em determinada época podemos gostar em algum outro momento (e vice versa);

Essa semana mesmo estou reescutando o “Machine Head” do Deep Purple, como qualquer roqueiro, já o havia escutado antes; mas não tinha visto nada de tão especial (o riff clássico da Smoke on the Water, o clássico Highway Star e Pictures of home, e só – mas, ouvindo melhor… véi que o álbum é realmente fantástico, o som abafado dele o deixa charmosamente datado.

Enfim, isso explica porque, nos anos 90, eu comprava um monte de CDs mesmo sem gostar (tipo: “pow, todo mundo diz que esse disco do é essencial, então vou compra-lo, vai ver que o problema é comigo); eu sabia que não gostava naquele momento mas, um dia, poderia vir a gostar. Alguns deles realmente eu passei a gostar, outros continuo não gostando.

Mas, vai que gosto em outra idade…

Aliás, já começo a fazer a mea culpa: nos anos 90 eu tinha uma ojeriza, um desprezo até, por toadas de boi. Chegando a luz com a idade, vejo que ali encontramos algumas músicas elaboradíssimas e realmente bonitas.


comments (0)

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>