Pode, mas livra a cara da minha mesa!

Desde que não comercializem as gravações do áudio, não vejo qualquer problema em gravarem minhas aulas, até porque, se eu quisesse proibir, seriam dois trabalhos, não se tem como fiscalizar mesmo… esconde-se um gravador em qualquer lugar invisível.

O problema – e é um problema – é quando resolvem colocar gravador(es) na minha mesa! Aí fico com a alma torrada, por vários motivos: Não consigo me concentrar, fico olhando pras luzinhas piscando ao volume da voz, para os espectros e v.u. que ficam nas telas dos gravadores, enfim, um inferno. Isso sem falar na possibilidade (real! Já aconteceu!) de eu derramar água na mesa e sair queimando os gravadores ou, mais improvável (mas também já aconteceu, há algum tempo) de eu, simplesmente, afastar e fazer cair o gravador, por acidente.

Assim, quer gravar (o áudio!) da minha aula, grava – mas na sua, e não na minha mesa! Afinal, você gostaria que eu colocasse no tampo da sua carteira quatro pincéis, um apagador, um ipad, um vade mecum, um celular e uma mochila? Então…

Ah, e sim, vez ou outra já presenciei seres abusados: Em uma sala já mandaram “Professor, o Senhor pode falar mais alto? É que eu estou gravando a aula e o gravador não capta bem dessa distância!” – Dãããããããã! Como assim? Eu estou te dando a deferência de me gravar e ainda tem a cara e a coragem de me sugerir direcionar para tua gravação? Tô ferrado!…

 

Acredite, esse celular não é meu! Colocaram sobre a mesa da sala gravando a aula (e carregando!) sem a menor cerimônia. Nem pra pegar fogo isso aí…

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