Fomos surpreendidos hoje com a morte da Hebe.

Perdemos três coisas de uma vez.

Em primeiro lugar, perdemos o ser humano. A Hebe era aquela apresentadora que, mesmo não assistindo seus programas, sempre gostamos de saber que ela “estava ali”, que ela existia. Era uma espécie de porto seguro de nossa audiência na TV. Alguém que suplantou o limite humano e já era, em vida, uma lenda, uma instituição.

Em segundo lugar, perdemos uma fonte de conhecimento que, penso, cada vez mais está nas mãos de poucos: o da história da televisão brasileira. Desde o início da TV Tupi Hebe estava na telinha. Viveu a época onde só havia programas ao vivo, viu nascer o video-tape, o início da TV em cores, a TV Digital, sempre Hebe estava lá saudando isso tudo.

Em terceiro lugar, minha geração perdeu um ícone. Todos os grandes nomes dos anos 80 passaram no programa da Hebe e, nos anos 80, ainda não tinha a fama de elitista e brega que teve nos últimos tempos- era um programa de massa mesmo, e nós assistíamos. Inicialmente na TV Bandeirantes, que passava às sextas-feiras, depois no SBT, onde passava às segundas. (Na Rede TV nem sei, pois sequer cheguei a assistí-la lá).

Para todos foram essas três. Mas para mim, em especial, houve um quarto motivo: Na minha época de roqueiro (nos anos 90), eu acalentava um sonho que ainda tinha até sexta: a de que, quando voltasse a ter banda de rock, um dia me apresentar no programa dela; podem rir, mas acho que era o auge de qualquer ícone da música: Ir no programa da Hebe. Agora, essa minha meta entra para o arquivo…

Boa viagem, Hebe.

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