Era o sonho de consumo de toda família que ascendia à classe média e/ou se mudava para uma nova casa: ter uma enciclopédia (e quanto maior na estante, melhor!)

Um pouco de vida culta (efetiva ou só aparente) na estante fazia bem. Lembre-se: a ideia de internet sequer existia, então, conhecimento referenciado só em papel mesmo…
Se tinha uma ou mais dentre essas:

Mérito – Foi a primeira enciclopédia vendida em massa do Brasil, ostentando esse nome “Enciclopédia”. Data do início dos anos 60, sua impressão era em tipografia, desenhos e fotos reproduzidos somente com traçados. Toda biblioteca de colégio adicional tinha; digam o que disserem, ainda hoje encontro coisas lá que nem, no google encontro!

Delta – era uma enciclopédia compacta e com verbetes bem curtos, foi muito popular até os 70’s antes de ser desbancada pela Mirador.

Mirador – Era a maior e mais importante enciclopédia da Britannica. Nos anos 90 viria a ser a Barsa (se extinguindo tal nome a Mirador). Livros grandes e assustadoramente robustos, com dados completos e aprofundados sobre coisas que nunca precisaríamos ainda que tivéssemos umas três vidas depois. Página espessas, fotos coloridas sobre fatos, biografias e localidades.

rodaim

Barsa – Engraçado que, no 90´s, a Barsa se tornaria a principal enciclopédia da Britannica, mas não era assim nos 80’s. A Barsa da época era vermelha e representava um produto secundário, com mais dados sobre o Brasil e com linguagem mais simples e pesquisa menos aprofundada. A enciclopédia Barsa ainda existe, mas agora pertence à Editora Planeta (não mais à Britannica), e é maior que a Mirador antiga.

Exitus – Era também da Britannica, voltada para o publico infanto juvenil. Além das explicações, continha experiências para construir. Mais de uma vez tentei montar a porcaria dos telégrafos, sem sucesso.

Novo Tesouro da Juventude – O “novo” é porque a primeira edição data quase do início do século. Não era bem um enciclopédia, mas um compêndio de temas infantis e infanto-juvenis, foi editada em 1925, 1958 e 1980. A li inteira, livro a livro. Um dos seus redatores da primeira edição foi ninguém menos que… Clóvis Beviláqua; isso mesmo, o jurista! Na coleção havia experiências, cursidades, mitologia, contos eo “Livro dos porquês”, que se tornaria célebre, a cada livro se respondia umas três ou quatro perguntas tipo “por que a Lua não se choca com a Terra?”. Muito legal!

(Você também deve ter se lembrado daquelas noite de domingo, assistindo “Show de Calouros” do Silvio Santos, enquanto copiava em folhas de papel almaço alguma coisa dessas enciclopédia, pra entregar no colégio na segunda.)

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