Quando Orelanna aqui pisou a algum tempo atrás, a oeste de Tordesilhas
Ficou pouco, vieram os lusos pra cá, e o Jesuíta se aproveitou legal
Ajuricaba existiu? Eu não sei, não sei; da raça símbolo honrado
Grande povo tinha Cacique, não rei; “Missões”, “Capitães de Aldeia” implantado
Refrão:
Canta, canta caboclo, canta índio, canta Amazonas!
Em meio às matas, muita hevea havia aqui, capital emborrachado
Fausto ilusório, trinta e dois anos de ouro; o inglês também montou a pólis do Estado
Chegaram então os anos sessenta, com eles “peace & love”, sex, drugs, Rock’n’roll
Uma Zona Franca instalada capenga trazendo novos índios de outras aldeias
Refrão
Nativo agora só queria importado: JVC, Sony, Akai, VHS, Betamax
Free-Shop, Prin-Lax, Moto-Importadora.  Mas franca zona hoje já lhe diz “tchau tchau!”
Chegaram um dia, pra xingar, tentar lhe chamar até de “porto de lenha”
Sem lenha, só porto, progresso afinal. Não gosta, xispa! Suas palavras contenha!
Refrão
“Terceiro tudo”, “tudo Verde” tenta salvar o que restou de uma era
Centro do mundo que se não acordar perde floresta para a “global-esfera”
O futuro é verde, e o verde está aqui, e o mundo inteiro nos deve
Quem diria aquela velha aldeia… líder do mundo, já o futuro escreve!
Refrão

Sobre:

Escrevi a primeira versão dessa letra em 1995, logo a musiquei. Era fraquinha. A versão definitiva me surgiu enquanto almoçava no restaurante Vitório’s, do Estúdio 5 mall, já em 2007. Está gravada no “As cordas, eu e o nada”.

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