As capas dos meus livros sempre foram, ao menos para mim, um capítulo à parte na história de cada uma destas obras.

Talvez por meus livros serem autorais ao extremo (não me prendo a ABNT ou qualquer norma clássica de formato de obra), sempre sigo a premissa de que a capa precisa ser o espelho do conteúdo da ora. Ela reflete o espírito do que está escrito, bem como meu próprio estado quando terminei aquela obra, enfim, tem que estar a minha cara e a cara do livro, senão não serve.

Nenhuma outra capa me deu tanto trabalho e mudou tantas vezes ao longo da criação quanto a do meu “TGP turbinado!” – Hoje posto a saga desta capa, suas versões, desde o seu primeiro rabisco.

Ainda no mês de novembro de 2011, assim que comecei a escrever o texto da obra, já me veio, durante um almoço na SubWay do Manauara, as disposições dos elementos da capa. No próprio guardanapo rabisquei aquela que seria a minha melhor capa, meses depois.

 

 

 

 

 

 

Assim que cheguei em casa aperfeiçoei os traços, fazendo gerar mais claramente o que eu queria ali. Era a hora de mobilizar meus designers para ver aquilo ganhar corpo.

 

 

 

 

 

 

O primeiro passo foi criar as cores da capa.

Como a fagulha de inspiração do “TGP turbinado!” foi um livro que escrevi em 2007, o “Organização Judiciária”, pensei que nada mais justo seria do que a capa do TGP ter a mesma cor básica daquele: azul.

Ainda no final de 2012 desenhei o primeiro esboço “definitivo” da capa, aquele que seria entregue aos designers para que apresentassem suas composições. A princípio (só a princípio!) gostei muito da minha ideia. Até postei-a no FaceBook e tive muitas críticas positivas.

 

 

 

O primeiro elemento que “caiu” da capa foi o Evanginho. O meu bonequinho-mascote que está presentes em todos os meus livros de direito. Acho que dá deu, tá bom de tanto Evanginho! Já que esperei mais de dois anos para lançar uma nova obra jurídica, vou experimentar sem ele na capa. Pronto, pedi aos designers que não mais colocassem o Evanginho. Já no primeiro resultado vi que estava certo.

Logo me chegaram as primeiras ideias.

Bem, os dias passaram e comecei a raciocinar: “Azul é a cor da paz… e desde quando processo significa paz? Processo é uma guerra!”.

Mudei a corda capa. Queria que fosse vermelha, mas já tenho um livro de capa vermelha, o “Direito Civil sem estresse!”, então a ideia foi logo descartada. Lembrei que meu livro de romance, o “Nivi”, tem sua história toda vivida em um clima de luta e tensão. Era isso! A capa do “TGP” tinha que ter esse espírito! O da instabilidade. Marrom! Era isso! Marrom!

Me vieram as ideias.

Gostei, mas ainda “não era isso”! A capa estava morta, e eu não sabia o porque! Dias e dias pensando sobre e eu não descobria o que faltava ali para “empolgar” um comprador, ou a mim mesmo.

Sim! As letras estavam comuns! Normais! Precisavam ser diferentes!

Fizemos as ideias com fontes diferentes. Melhorou, mas algo ainda estava ruim… estava comum demais, parecia uma revista classe B de banca de revista…

Logo percebi que o destaque da capa era a palavra “Turbinado!” – Que resume todo o conceito da obra! E estava apagadinho. Pedi que fizessem um modelo com uma faixa de destaque para a palavra “Turbinado!” – melhorou, mas ainda não estava me empolgando.

 

Notei que turbinado evoca a ideia de fogo e, pela primeira vez, surgiu a ideia de colocar letras com letras de fogo. Além disso, a cor marrom estava me enchendo o saco, pois é uma cor clássica, e a obra tem qualquer feição, menos de clássico! Ao Contrário! O texto está bem à frente do que tenho lido sobre a matéria! Mudamos a for do fundo para algo mais cinza, sombrio. Yesssssss! Ficou melhor!

Então procurei na web modelos de letras que tivessem formato de… fogo. Encontrei, pedi a modificação e quando olhei a capa, finalmente, meu rosto mudou. Notei também que a direção do “turbinado” estava simétrico demais, precisava mudar a direção do inclinado, para dar uma ideia de movimento. Era aquilo!

Havia acabado de nascer, finalmente! A capa do meu novo livro! Eu gostei muito! Fiquei algumas dezenas de minutos olhando pra aquilo até encontrar algo que eu não gostasse. Quando não encontrei, decidi: Era a capa.

É óbvio que esse foi o MEU gosto para a MINHA obra; haverá quem prefira ideias anteriores, mas o livro precisava ter a minha cara, e foi essa a capa que mais gostei, não havia como ser outra.

E assim nasceu a capa do “TGP turbinado!”

O “TGP turbinado!” será lançado sábado,

dia 14 de abril de 2012. Na Livraria Concorde do Manauara Shopping, às 14 horas.


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