Excepcionalmente posto algo sobre os anos 80 fora do domingo. Mas, como hoje é um dia temático com esse post, lá vai…

O “Baile de Gala” do Rio Negro era tradicionalíssimo. As mesas se esgotavam já na venda para os associados.

Lotava. Nós homens íamos de smoking. As mulheres… iam de qualquer jeito, qualquer jeito mesmo! Realmente, muitas iam vestidas de correlatas aos smokings; mas até fantasias e noivas eróticas eu via ali.

Estive lá em 88, 89 e 1990.

Entrávamos e o local estava frio, quase gelado,

A música começava sempre com o hino do Rio Negro. Orquestra e vocais. Todos acanhados.

  • Logo depois desligavam os ar-condicionados,  dizia a lenda. Pessoalmente, acho que as pessoas é que esquentavam o local.
  • A idade mínima para entrar era 12 (ou 14?) anos.
  • Iniciava lá pelas 22. Era uma ambiente bem calmo. Não lembro de ter visto briga, arruaça, correria; nada que tivesse tirado a paz daqueles bailes.
  • O ambiente era tão legal que, estranhamente, até quem não gostava de carnaval gostava do baile! (Sim, havia quem fosse ´arrastado´ para lá, mas certamente depois de meia hora com a orquestra e cantores atuando, mudava de ideia e passava a pular também).
  • Terminava de manhã com os remanescentes “altos”, bem “altos”…
  • Sim, havia lança perfume. Via alguns, por várias partes, eram jovens muito doidos.
  • Não houve mais o baile.
  • Aliás, só vi o Rio Negro reluzente de novo em 2011, quando inauguraram a Praça da Saudade “revitalizada”.
Atualizações no post, escritas em 2013:

– As mulheres (algumas, antes que me ataquem) mais novas não tinham limites mínimos quanto ao tamanho de fantasia, as mais populares eram as de noiva (como disse no início do post), com quase tudo à mostra (sim, os homens sim, eram de Smoking – hoje me pergunto se tal limitação unilateral a garantia de que nada sairia da normalidade; – Aliás, a coisa funcionava assim: Se tirássemos ao menos o blazer o smoking, logo surgia um segurança para nos mandar colocá-lo de volta. Mas as “noivas eróticas” (algumas! algumas!) tiravam logo o véu lá pelo meio da festa, depois tiravam as rendas e tal – lá pela madrugada já era só biquini de luxo – era um cenário bonito, não nego 🙂

– Ao raiar do dia se saia do clube e se ia pela rua afora;

– A primeira música era o hino do Rio Negro, e era repetida umas cinco vezes durante o baile – a parece que tal hino fora feito para baile de carnaval mesmo, pois era bem empolgante;

– O Parque Aquático não era aberto, ao menos nas vezes em que lá fui;

– Umas atitudes suspeitas que sempre percebi é que alguns jovens respiravam pela boca em lenços enrolados com algum entorpecente – ok, poderia ser lança-perfume (que, como já escrevi, vi alguns também por lá); mas pelo que eu imagine, o Cloreto de Etila (nome bonito pro “loló” ou lança perfume) era cheirado mesmo, entrando pelo sangre através da corrente olfativa, então eu ficava intrigado com aquela forma de curtir barato (se é que era) – será que entrava pelo alvéolos do pulmão? Alguém que saiba pode explicar?


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