Sempre procuramos uma forma de estar em contato a qualquer momento, o que hoje se resolve com um celular, ainda era um sonho distante há 18 anos. (Não me…refiro àqueles pares de walkie-talkies que comprávamos na Prin-Lax ou na Moto-Importadora, me refiro à comunicação longe de casa mesmo.)

Nos anos 80, o máximo que conseguíamos em termos de tal comunicação era o telefone público, o orelhão.

Aqui em Manaus eram vermelhões, e a cobertura era amarela. Usávamos fichas de metal; cada uma gerava 3 minutos de ligação local ou um minuto de ligação interurbana.

 

Colocávamos uma ou mais fichas dessas no telefone, ao final as fichas não usadas retornavam em um receptáculo do aparelho (quando não eram engolidas).

Até início dos 80´s, o orelhão era o máximo que tínhamos de “mobilidade” fora de casa, em termos de comunicação por voz. Ainda existem alguns por aí, ´modernos`, alguns bem mal-tratados.

Até que (1984) começaram a surgir os Bips, mas só eram usados em empresas. Funcionava assim: Os funcionários externos andavam com aparelhos (brancos e marrons, lembro bem) no cento e, quando eram bipados (soava), precisavam ligar urgente para suas bases.

Não raro, na loja onde eu trabalhava, como em qualquer outro lugar, surgia pessoas do nada só para “usar o telefone”.

Alguns de nós, radioamadores, usávamos HTs.

Desde 1989 eu sou radioamador, e usava um HT (rádio comunicador portátil) que tinha um sistema de Path; precisávamos ter a assinatura de uma repetidora; para usarmos a linha telefônica, falávamos a frase “PP8 ME armando o path”, (PP8-ME era, e ainda é, meu indicativo) discávamos a senha  o som de discagem surgia no autofalante.

Falávamos no telefone com o rádio mesmo, todos os da repetidora e que tivessem na frequência ouvia.

Era o máximo imaginável em mobilidade. Detalhe: Não recebia, só realizava as chamadas!

Aliás, o radioamadorismo já foi tão difundido, que tem um post específico à parte, aqui no blog.

Esse era um ICOM 2-SAT, era o que eu usava em 1991

Era final de 1992, surgia o pager.  O primeiro e mais popular deles (ao menos em Manaus) era o “Mobi“.

O Mobi funcionava assim:

Comprávamos o aparelho e assinávamos o serviço de bip; nosso mobi tinha um número;

Espalhávamos tal número a quem achávamos que deviam tê-lo;

Quem quisesse se comunicar conosco, ligava para a central Mobi, e deixava a mensagem a uma atendente, que a digitava;

A mensagem era recebida em nosso Mobi; até quatro linhas de texto.

Si tivéssemos fotos do mundo corporativo de Manaus em 1993, uma em cada dez pessoas andava com um Mobi na cintura.

Era a ´moda´ da época.

 

O Teletrim foi um outro serviço concorrete do MOBI, tinha pagers menores, cujas mensagem surgiam em uma única linha, que passava pausadamente.

Chegou 1994, e a Telemazon Celular trouxe a telefonia móvel para Manaus; o celular, finalmente, enterraria os Bibs, MOBIs, Teletrims e HTs.

Mas isso é assunto para outro post.

 

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