Quando eu era criança, era feio ser desquitado. Sim, ainda se usava a palavra “desquite”. Mulher desquitada não era bem vista.
Lembro bem, em 1978, na Pitrowsky (escola onde estudei o maternal), duas mães de aluno dizendo que determinada fulana era desquitada, e lembro ainda hoje da cara dela dizendo isso… enfim, era socialmente ruim ser desquitada, o que depois mudaria de nome para “separada”.
Tal preconceito sumiu no tempo. Surgiria o divórcio. 
Com o divórcio, pôde-se dissolver o casamento. Mas com prazo mínimo de cinco anos. Cairia pra dois depois.
Surgiu logo depois o divórcio extrajudicial, mas ainda com prazo mínimo; e ainda existia a funesta situação de “separação judicial”, onde o casal não tinha mais dever de fidelidade e assistência … mas continuava casado!
Até que veio a luz sobre tanta idiotice e se permitiu o divórcio a qualquer momento após o casamento.
Com eu digo nos meus livros e aulas, isso fortalece o casamento, pois agora só continua casado quem assim o QUER permanecer.

 

Pois é, terminar o casamento ficou mais rápido e fácil.
 
Mas… e casar?
Continua a coisa lenta… burocrática… pesada, como sempre.
Habilitação, manifestação do MP, publicação de proclamas (alguém lê?). E todo aquele rito quase medieval da celebração.
A desformalização precisa, logo, chegar ao casamento também!

 otnec

comments (0)

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>