Pode parecer óbvio, mas somos vítimas disso sempre.

Nem é que não fazemos nada; é que nem percebemos mesmo: aumento disfarçado de preços.

Dá-se tal ocorrência quando, ainda que mantido o mesmo preço, se diminui a quantidade∕qualidade de produto∕serviço oferecido.

 

É o típico exemplo da revista Veja: até a edição de dezembro de 2011 tinha mais de 200 páginas, e a partir de 2012 passou a ter por volta de 100… tudo isso mantendo o mesmo R$ 9,50 de preço!

Com algum cálculo se chega a… hum… 100% de aumento real!!!

Não estou reclamando da Veja, leio sempre e gosto dela.

A “Veja” em dezembro de 2011 e em janeiro de 2012
Quantidade de páginas “antes” e “depois” (fotos da última página). O preço manteve-se inalterado.

Aliás, notei que ocorreu o mesmo com a IstoÉ e com a Época também. Perguntar não ofende: Foi mera coincidência ou cartel?

 

No caso da Veja vendida em banca, NÃO  há ilegalidade, alguma; a cada semana o consumidor é livre para compra ou não. Agora, no caso das Vejas sob assinatura se estiver em plena vigência, deve haver redução do valor pago, ou compensação, ao final da assinatura, com entrega de pelo menos umas duas revistas a mais.

 

Comum acontecer aumento disfarçado também em academias de ginástica: diminuem o horário das piscinas, das quadras e da sauna, mantendo a mesma mensalidade.

No caso das academias que diminuem o serviço em plena vigência de contrato (no meio do mês ou de fidelização), deve ser oferecido, por esta, abatimento ou tempo extra de duração do contrato, sem ônus ao consumidor, pelo mesmo valor pago; ou horário diferenciado para os que estão em contrato vigendo, só aplicando os novos horários aos novos alunos.

 

É assim que É pra ser, mas sabemos que NÃO É.

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