Em alguns momentos é ruim. mas na maior parte das vezes é bom, absolutamente.

O fato de estar de férias e, teoricamente, ter os dias mais livres (digo teoricamente porque sempre estou envolvido em algum projeto), faz com que eu sinta mais falta de ter alguma mulher mais próxima. Isso cura quando eu voltar ao trabalho daqui a três semanas, já que terei a mente ocupada 25 (vinte e cinco) horas por dia.
Afetivamente, portanto, é ruim estar solteiro. Daqui a pouco vou ao cinema e tudo o que haverá de companhia é esse notebook para escrever, e vou lembrar que estou em vidinha vazia de novo.
Mas logo a luz traz a inteligência de volta.
Economicamente, nunca vi me sobrar tanto dinheiro em um final de ano. Talvez por eu ter espírito provedor, sempre gastei muito com a namorada que tivesse; rombo no orçamento e como todo sumiço pecuniário, raramente percebemos na hora, só vamos perceber quando não conseguimos – ou é bem difícil – sair do poço.
Aliás, pelos chutes que já levei da vida, incluindo os notórios chifres que já peguei, me autoriza a dizer que já não tenho qualquer ilusão de ter uma esposa para envelhecer junto – se ela surgir, ótimo, se não, já estou absoluta e sernamente convencido de que serei um velho solteirão, daqueles que morrem sozinhos mesmo. Espero que o patrimônio que eu tenha até lá garanta o pagamento de estadia em alguma boa casa de repouso.
Já me convenci que amor é uma grande roubada. Se dedicar à mulher da sua vida é fechar aos olhos de que você ESTÁ sendo o homem da vida dela, mas não é. Logo será outro, e sorte você terá se ao menos for avisado antes (e não ser o último a descobrir).
Então, a melhor prevenção é a blindagem.
Mulher é o que de melhor existe no universo, mas proteção emocional hoje é a blindagem contra a verdade do amanhã.

comments (0)

Your email address will not be published.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>