Em alguns momentos é ruim. mas na maior parte das vezes é bom, absolutamente.

O fato de estar de férias e, teoricamente, ter os dias mais livres (digo teoricamente porque sempre estou envolvido em algum projeto), faz com que eu sinta mais falta de ter alguma mulher mais próxima. Isso cura quando eu voltar ao trabalho daqui a três semanas, já que terei a mente ocupada 25 (vinte e cinco) horas por dia.
Afetivamente, portanto, é ruim estar solteiro. Daqui a pouco vou ao cinema e tudo o que haverá de companhia é esse notebook para escrever, e vou lembrar que estou em vidinha vazia de novo.
Mas logo a luz traz a inteligência de volta.
Economicamente, nunca vi me sobrar tanto dinheiro em um final de ano. Talvez por eu ter espírito provedor, sempre gastei muito com a namorada que tivesse; rombo no orçamento e como todo sumiço pecuniário, raramente percebemos na hora, só vamos perceber quando não conseguimos – ou é bem difícil – sair do poço.
Aliás, pelos chutes que já levei da vida, incluindo os notórios chifres que já peguei, me autoriza a dizer que já não tenho qualquer ilusão de ter uma esposa para envelhecer junto – se ela surgir, ótimo, se não, já estou absoluta e sernamente convencido de que serei um velho solteirão, daqueles que morrem sozinhos mesmo. Espero que o patrimônio que eu tenha até lá garanta o pagamento de estadia em alguma boa casa de repouso.
Já me convenci que amor é uma grande roubada. Se dedicar à mulher da sua vida é fechar aos olhos de que você ESTÁ sendo o homem da vida dela, mas não é. Logo será outro, e sorte você terá se ao menos for avisado antes (e não ser o último a descobrir).
Então, a melhor prevenção é a blindagem.
Mulher é o que de melhor existe no universo, mas proteção emocional hoje é a blindagem contra a verdade do amanhã.

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  • Bracara Augusta Guimarães Xavier Reply

    Olá Marco,
    Me chamo Bracara, e fiquei sabendo do seu blog através da minha irmã que o descobriu por acaso. Sou neta da sua professora de piano Sra Regina Xavier ( o seu post é de dez de 2014 sobre ela). Morei com minha avó e meu avô na casa da 10 de julho até 1965, quando aos 8 anos fui morar com os meus pais e irmãos no Rio de janeiro.Ler o seu post foi muito significativo para mim, pois vivenciei toda a sua experiência como aluno de minha avó.Apesar da sua descrição de braveza dela com professora ela foi a pessoa mais doce e maravilhosa de todas no mundo.Você descreveu muito bem a atmosfera das aulas de minha avó, lembro-me demais das aulas de solfejo e das apresentações, que em minha época eram realizadas no Teatro Amazonas. Curiosamente não me tornei uma pianista e nem sequer uma “tocadora” de piano, vovó nunca me deu aula, talvez para não ser brava comigo, tive aulas com a irmã dela Tia Alina e com a filha Mª Izabel.Hoje sou avó e se minha neta gostar de mim 1/3 do que eu gostei da dona Regina ficarei feliz. Obrigada

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