O verdadeiro momento das festas de fim de ano ocorre quando desaparecem os enfeites.
Estive hoje na casa dos meus pais e vi o local da árvore de natal vazio.
Sabe-se lá se é resultado de memória afetiva, mas é quando vejo a árvore montada e os enfeites nas lojas que, oficialmente, se instaura o “clima de final de ano”: o sentimentalismo do natal e a energia proativa do Ano Novo. Essa energia perdura mesmo depois do reveillon (não é a toa que mesmo das após ainda se deseja “Feliz Ano Novo”).
O problema é quando os enfeites deixa, de existir.
Parece uma volta à vida real.
E é o primeiro teste de que as resoluções de ano novo eram pra valer, já que com o choque de realidade problemas e cobranças em volta que parecem ter ficado estacionadas, uma espécie de “armistício de fim de ano”, volta à tona.
Ao contrário do que já ouvi – de que o ano só iniciaria depois do carnaval – sempre achei que o ano se incia após o fim do clima de “new year´s day“, e isso ocorre na prática com o fim dos enfeites.
Agora mesmo estou em um shopping onde até dia desses (digo, ontem mesmo) era tudo brilho, sons 0 tinha até bandinha de música até recentemente – agora está tudo clean como sempre.
É a prova de que a transição de um ano para o outro não se resume a duas datas, mas a um momento – como um universo paralelo próprio, e que chega o tempo m que a página vira.
Sinal de que é a oportunidade dos novos projetos, gestados até aqui, verem a luz.

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