Hoje almocei no Burger King, que inaugurou ontem aqui em Manaus.
Deixou de ser exótico, sempre que eu viajava comia logo no Burger King, a esse negócio de gostar do que não tem, de fazer ode à escassez, eu chamo de “Síndrome do Cabôko”; então lá estava eu em algum shopping comendo Burger King.

Agora, que tem aqui em Manaus, perdeu a graça.

Me lembro bem do McDonald´s: Só chegou em Manaus em 2000, e eu, como bom amazonense, corria para o primeiro McDonald´s que encontrava quando viajava, eu achava aquele Cheddar a coisa ais especial do mundo. Quando o McDonald´s chegou em Manaus em 2000 (e naquela noite de sexta travou o trânsito em quase dois quilômetros de raio, eu lembro), deixou de ter a aura de plus que tinha antes.

Não sou só eu ou nós, isso existe mesmo, com o nome de Teoria da Escassez, e é estudado pela economia, administração e marketing: gostamos e queremos mais o que não temos à disposição.
A Síndrome do Cabôko ainda existe, ainda resta o Outback, sempre vou no primeiro que encontrar quando eu viajar, até vir aqui para Manaus.

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Foto todo feliz na frente do Burger King em Manaus: mais um sintoma de Síndrome de Cabôko

Enquanto eu estava lá no aguardo dos dois hambúrgueres, ouvi uma moça dizendo que ontem, na inauguração, a fila estava até lá fora da praça de alimentação – vários outros amazonenses como eu com a síndrome cabokiana (tudo com “k”, pra ficar bem cabocão, lógico!).

Almocei lá, como todo local recém-inaugurado, os atendentes ainda estão se adaptando, mas já gostei da atenção acolhimento e boa vontade de todos lá – desejo sucesso ao empreendimento.

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