Estávamos em um restaurante-pub dia desses. O barulho estava infernal, impossível de se ouvir qualquer coisa, nem a garçonete nos ouvia nos pedidos, o que ela dizia, então, não fazia a mínima ideia.
A comida do lugar era extremamente gostosa, o que nos fazia ficar lá apesar do barulho.
Além de auto, a equalização estava com excesso de médios (justo a frequência da voz em conversa) e agudos, o que tornava o som irritante – mais ou menos como a frequência do latido de um cão, aquele som que atravessa tudo, tente imaginar…

Embora não tivesse sido perguntado, peguei um guardanapo e escrevi:

“Seu som está alto, estridente, desagradável.
A música é legal, o músico também, mas está ALTO!
Horrível!
Dá nem p/ conversar.
Doentio, o ambiente assim.
P.S.: Convida minha banda Noiantes p/ cá, tocamos baixinho. (CD pra ouvir).”
Ia deixar o bilhete anexo a um exemplar promocional do nosso CD.

A companhia (adorável) que estava comigo não permitiu que eu deixasse o bilhete lá. Talvez tenha sido melhor, já que era uma opinião pessoal, de repente os outros ocupantes até estava gostando da barulheira e, como eu disse, em momento algum minha opinião foi pedida.

Que fique nesse post ao menos a reflexão para você, que tem restaurante/bar/pub: Saber equalizar o volume do som é uma arte, reservada a poucos; alto o bastante para ser curtida, baixa o bastante para não chatear.

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