Ontem faleceu Goulart de Andrade; e estou chateado comigo porque ha anos eu queria escrever um post sobre o “Comando da Madrugada”, fui deixando para depois, depois, até que agora terei de escrever após a morte do apresentador. Eu odeio quando isso acontece, me deixa convencido a não deixar nada para amanhã.
Agora, só me resta escrever o post póstumo mesmo…

Era o nosso “Fantástico”, só que mais legal.

Era mito de diversão, medo e informação. Começava logo após o “Viva a Noite” do Gugu Liberato. Aqui em Manaus passava no SBT, não passaram os programas do Goulart em outros canais.
Uma vez que o programa “Perdidos na Noite” do Fausto Silva tinha terminado, os órfãos do horário se encontraram assistindo o Comando da Madrugada – eu realmente gostava daquilo.

A música de abertura, de autoria de Cezar Camargo Mariano (se não estou enganado), era feliz, pra cima.
As reportagens eram em vida real, plano-sequência, ele ia para dentro das matérias, participava da reportagem.
Como esquecer aquela reportagem sobre as travestis injetando silicone? A operação de vasectomia? A viagem a Nova Iorque? A visita ao museu do crime? O museu da aviação? A exumação de Chico Mendes? A visita aos meandros do aeroporto de Cumbica? Os ETs?

Durante algum tempo, houve simultaneamente, durante a semana, um outro programa dele, chamado “Eu sou o repórter”, onde o programa inteiro era sobre um único tema, sempre assustador.

Goulart era a cara de São Paulo, tinha o jeito da cidade incorporado.
Com um ou outro colega aficionado ao programa, a conversa de segunda já era temática.

Goulart além de grande repórter era extremamente carismático, tinha o algo que nos fazia gostar dele. Esse texto estava na minha cabeça ha anos, mas tudo no presente, como disse, preciso escrever agora no passado devido à ida do cara.

 

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