Neste exato momento estou aqui no Café do Ponto e, na mesa ao lado, senta um casal cujos integrantes foram meus professores, há uns 20 anos. Professor Jorge e Professora Francy.
Meu ímpeto é ir cumprimentá-los, mas tenho medo de incomodar – e fico imaginando que eles são responsáveis por muito do que sei.
Tenho por meus professores uma espécie de admiração, os vejo como habitantes do Olimpo, que um dia me tiraram da ignorância em suas matérias e me deram a luz. E não conseguiria caminhar sem aquele início.
Não importa se hoje eu sei mais do que alguns que foram maus professores, se m eles lá para me ensinarem a andar, eu não teria aprendido a correr.
Talvez o fato de um dia eu ter tido a certeza que eram melhores do que em algo me fez pensar que sempre estarão um passo à frente, não sei, inexplicável.
Lembro que que quando estava sob seus ensinamentos, e quando estou sob os auspícios didáticos dos meus professore atuais, me coloco em posição de absoluta humildade, tentando sugar mentalmente tudo o que eu possa conseguir – passo por cima até mesmo da questão pessoal dese o professor é agradável ou não, isso é o de menos, se ele tiver algum conhecimento que eu possa aproveitar. Quanto à matéria, eu simplesmente não questiono. Se eu achar que algo está errado, deixo para mim a busca pessoal, e dou a ele o benefício da dúvida – é muio fácil confundir o “achoque ele está errado” e depois descobrir que nossos julgamento, com base em nosso ainda pequeno entendimento, é que nos fez pensar que era eu, e não eu, que estava errado.
E, na pior das hipóteses, ainda que o professor soubesse pouco, algo, por mínimo que seja, me faria sair dali sabendo mais do que como entrei, então, eu estava no lucro. E,  pós-último caso, se nada eu aproveitasse, ao menos a matéria estava paga concluída.
Não me sinto bem chamando meus mestres pelo nome, é ma intimidade que eu mesmo me incomodo em ter, é como se eu continuasse ame sentir seguro chamando-os de Mestre ou professor, mantendo-os no Olimpo, assim como gostamos que nossos pais continuem sendo nosso heróis, por mais idosos e fracos que estejam. Talvez meio que como nossos pais, na área didática da matéria, são nossos esteios mesmo.
Fico pensando se meus alunos e ex-alunos também sentem o mesmo por mim, ou o fato de eu ser mais maluco, roqueiro, midiático e popular faz com que eu não seja colocado no Olimpo – se for isso mesmo, eu entendo.
Mas é bem verdade que, não raro, percebo que ex-alunos, que na época nem me tratavam com reverência, hoje falam comigo com uma aura de gratidão, como se eu tivesse sido importante em suas vidas de alguma forma.
Talvez seja o ciclo se renovando. Eu tive minha referências, e agora talvez eu seja referência para outros.

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